Estação de Dores do Indaiá, na E. F. Paracatu, quando ainda tinha trens e trilhosNo dia 18 de dezembro de 2007, escrevi para meus amigos e colegas de listas de discussão na Internet a seguinte mensagem:
“Senhores:
Tenho a grata satisfação de informar a todos que a família Giesbrecht finalmente chegou a Paracatu, com 117 anos de atraso, mas chegou.
Em 1890, um dos primeiros, senão o primeiro, emprego de meu bisavô Wilhelm (Guilherme) Giesbrecht depois de chegar ao Brasil, então com 24 anos de idade, foi o de fazer a pesquisa para o leito da E. F. Paracatu, que ligaria a E. F. Central do Brasil, na região de Sabará (Belo Horizonte ainda não existia) à cidade de Paracatu, antiga cidade mineira fundada por bandeirantes paulistas e hoje próxima à divisa com Goiás, a 220 km de Brasília.
Anos mais tarde, Wilhelm voltou a trabalhar para a construção da ferrovia, no final dos anos 1890. Esta, no entanto, chegou apenas em 1937 à estação da Barra do Funchal (município de Serra da Saudade, Minas Gerais), dali não passou e jamais chegou a Paracatu, embora mantivesse seu nome e depois ter sido encampada pela Rede Mineira de Viação, em 1934.
Hoje exatamente às 13 horas meu filho Filipe, trineto de Wilhelm, chegou a Paracatu, vindo de Brasília pela BR-040, sendo o primeiro e o único até agora da linhagem a conhecer a cidade.
Palmas para ele.
Abraços, Ralph Giesbrecht”
Filipe foi para lá a trabalho. Fez um trajeto bem diferente do que Wilhelm faria na época: São Paulo-Brasília de avião, alugando um carro em Brasília e seguindo para Paracatu. Permaneceu ali por quase uma semana, retornou pelo mesmo trajeto e jamais foi para lá novamente, mas a “missão” foi cumprida.
A Estrada de Ferro de Paracatu ficou com o nome da cidade aonde nunca chegou. Já foi extinta há anos e teve os trilhos arrancados.
Menos de um ano mais tarde nasceu Guilherme Giesbrecht, chamado de Willi, filho de Alexandre, sobrinho de Filipe e meu neto.
“Senhores:
Tenho a grata satisfação de informar a todos que a família Giesbrecht finalmente chegou a Paracatu, com 117 anos de atraso, mas chegou.
Em 1890, um dos primeiros, senão o primeiro, emprego de meu bisavô Wilhelm (Guilherme) Giesbrecht depois de chegar ao Brasil, então com 24 anos de idade, foi o de fazer a pesquisa para o leito da E. F. Paracatu, que ligaria a E. F. Central do Brasil, na região de Sabará (Belo Horizonte ainda não existia) à cidade de Paracatu, antiga cidade mineira fundada por bandeirantes paulistas e hoje próxima à divisa com Goiás, a 220 km de Brasília.
Anos mais tarde, Wilhelm voltou a trabalhar para a construção da ferrovia, no final dos anos 1890. Esta, no entanto, chegou apenas em 1937 à estação da Barra do Funchal (município de Serra da Saudade, Minas Gerais), dali não passou e jamais chegou a Paracatu, embora mantivesse seu nome e depois ter sido encampada pela Rede Mineira de Viação, em 1934.
Hoje exatamente às 13 horas meu filho Filipe, trineto de Wilhelm, chegou a Paracatu, vindo de Brasília pela BR-040, sendo o primeiro e o único até agora da linhagem a conhecer a cidade.
Palmas para ele.
Abraços, Ralph Giesbrecht”
Filipe foi para lá a trabalho. Fez um trajeto bem diferente do que Wilhelm faria na época: São Paulo-Brasília de avião, alugando um carro em Brasília e seguindo para Paracatu. Permaneceu ali por quase uma semana, retornou pelo mesmo trajeto e jamais foi para lá novamente, mas a “missão” foi cumprida.
A Estrada de Ferro de Paracatu ficou com o nome da cidade aonde nunca chegou. Já foi extinta há anos e teve os trilhos arrancados.
Menos de um ano mais tarde nasceu Guilherme Giesbrecht, chamado de Willi, filho de Alexandre, sobrinho de Filipe e meu neto.
história maravilhosa! minha história de Brasil é mais curta - meu avô chegou da Alemanha em 1925!
ResponderExcluirRalph, estou levantando a história da minha família e pelas minha contas Guilherme Giesbrecht é o meu triavô. Meu bisavô foi Alberto Giesbrecht. Meu avô era o José Giesbrecht, militar. Minha mãe Maria Margareth Giesbrecht. Qual é a sua linhagem? Suas informações podem ser importantes para mim. Um abraço Ana Claudia Giesbrecht Puggina
ResponderExcluirclaudiapuggina@usp.br
Já respondi em e-mail particular para você, mas eu sou neto de Hugo, o filho mais velho de Guilherme. Hugo era irmão de Alberto, que, até onde sei, teve 17 filhos. Creio que José era o segundo deles e teria nascido em 1919 ou 1920. Ele foi muito amigo de meu pai, Ernesto. chegaram a morar juntos na casa de Hugo.
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