Mostrando postagens com marcador avenida Eusebio Matoso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador avenida Eusebio Matoso. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de junho de 2012

A ARBORIZAÇÃO DE SÃO PAULO

Pois é. Visto de cima, parece que o local da foto acima mostra um parque em plena cidade de São Paulo. Não que a cidade não tenha parques. Para dizer a verdade, a zona oeste de São Paulo até que é bastante arborizada hoje em dia - sem contar a arborização de áreas como os Parques Siqueira Campos e Ibirapuera, por exemplo.

E é por isso que a área dá a impressão de ser um bosque, vista de cima. Não é. À direita, a avenida que aparece é a Eusébio Matoso, que liga a Faria Lima com a Marginal do Pinheiros e com a ponte sobre o rio. Já no canto superior esquerdo, a pequena fileira de árvores que aparece mostra as que esstão no leito da rua Manduri, que também liga a Faria Lima com a avenida Marginal do Pinheiros.

E o bosque entre elas não é um bosque, mas sim as árvores que crescem dois dois lados do trecho final da avenida Rebouças, naquele quarteirão em que ninguém sabe que ela tem esse nome, entre as avenidas Eusebio Matoso e outra vez a Marginal. Um pequeno trecho dela pode ser visto na mesma foto, próximo ao canto inferior direito.
Para se ter uma ideia de como está a avenida hoje, vejam as outras duas fotografias, tiradas na Rebouças no quarteirão entre a Faria Lima e a rua Ibiapinópolis. Este é o quarteirão que não tem a entrada do Shopping Eldorado, que toma todo o último quarteirão da avenida.
A zona oeste da Capital e boa parte da Zona Sul (aqui não contado, lógico, toda a área rural próxima à divisa com o município de Itanhaém), além de boa parte da Zona Norte (não levando em conta a floresta da Cantareira) são bastante arborizadas. Já a Zona Leste não. Local onde fica boa parte dos bairros mais pobres da Capital, ruas arborizadas são raras. E que não se culpe somente a Prefeitura por isso. Na verdade, o povo que mora nas áreas mais carentes costuma não colaborar para que as mudas cresçam.

As fotografias desta postagem foram tiradas por mim, ontem, 15 de junho de 2012.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

PINHEIROS - ONTEM E HOJE (OU: COMO SE INVADE UM PÂNTANO)

Sara Brasil - 1930

Duas cenas do mesmo local em São Paulo: na divisa dos bairros de Pinheiros (ao norte) e de Jardim Paulistano (ao sul), como o local mudou em 80 anos. O mapa de cima é de 1930. O de baixo, de 2012.
Google Maps - 2012

Repare que o "emissário de esgotos" tornou-se a "rua do Emissário" - é a rua em diagonal que está sem nome no mapa de 2012 e que continua do outro lado da Eusébio Matoso com o nome de Jorge Rizzo. Repare nas outras modificações...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

UM TÚNEL ABSOLUTAMENTE INÚTIL

Um quadro da situação hoje às 9:25 da manhã, hora sem muito tráfego no cruzamento da Rebouças (seguindo para o centro no alto da foto) com a Faria Lima (à esquerda seguindo para Pinheiros, à direita, para o Itaim). Vê-se a saída do túnel em cima à, direita, sentido centro) e táxis cruzando a Faria Lima no corredor de ônibus. Vê-se também um ponto de ônibus.

Cada vez que eu estou em meu escritório na Faria Lima (todos os dias, na verdade), ao lado do túnel da Rebouças/Eusébio Matoso sob a avenida Faria Lima, eu me convenço mais ainda de que ele é totalmente inútil. Dona Marta e seus assessores avaliaram a situação muito mal.

Um dos maiores problemas é o fato de que o túnel foi feito, mas não eliminou o cruzamento sobre ele: o sinal continua existindo. Além do mais, a Rebouças é muito estreita e não comporta o volume de tráfego que passa por ela, ainda mais quando já há um bom tempo, antes de existir o túnel inclusive, há um corredor de ônibus ocupando uma das três faixas existentes.

Sou (muito) a favor desse corredor, que funciona bem. O volume de automóveis e caminhões na avenida, no entanto, não há como ser reduzido, a não ser oferecendo alternativas de tráfego em ruas paralelas. A única que existe - e mesmo assim, só durante parte do percurso da pista bairro-centro - tem mão inversa e tráfego quase nulo. E é uma rua residencial. Do outro lado (centro-bairro) é a rua de Pinheiros, mas que também tem a mão invertida e também chega somente à avenida Brasil.

Além do mais, o semáforo no cruzamento da Rebouças com a Pedroso de Morais, na saída do túnel para quem vem do Butantan, segura todo o trânsito que sai do túnel. Ou seja: fizeram um túnel com um semáforo numa das bocas. Isso não funciona.

Voltando ao cruzamento que não foi eliminado, ele existe por dois motivos: um , para que os ônibus do corredor o cruzem. Ora, se há um cruzamento para ônibus, por que não para o resto do tráfego? O semáforo está ali, mesmo... além do mais, os carros que vêm do lado da ponte sobre o Pinheiros são obrigados a entrar à direita na Faria Lima, fazer um retorno no meio desta poucos metros à frente e voltar para a Rebouças, caso queiram entrar nela. Mas que ideia de jerico!!!

Soluções? Uma, seria eliminar o túnel inútil, mas, se ele já está ali, que o deixe, agora. Vamos gastar mais dinheiro para voltar ao que era - mas o que era, era a mesma coisa... Outra solução seria eliminar o semáforo da Pedroso de Morais. Porém, neste caso, o que fazer com quem vem por ela e quer subir para a cidade? Fazer outro túnel sob a Rebouças (ou um viaduto sobre) para eliminar o cruzamento? Pelamordedeus... A terceira sugestão seria acabar com o túnel existente para fazer outro mais longo e mais largo que o atual, de forma a que ele passasse também debaixo do cruzamento da Pedroso e tivesse a boca mais à frente. E também faria com que o corredor passasse por dentro dele (pontos de ônibus subterrânesos? Por que não?). E, claro, permitir tráfego livre para a Faria Lima sobre ele, acabando com o cruzamento de vez. Mas e os pedestres? Um sinal para eles faria outra vez "ressurgir" o cruzamento. Passarelas e passagens subterrâneas têm os problemas que conhecemos.

Análise lógica: fazer o túnel foi um enorme desperdício de dinheiro. Ele não serviu para nada. Só que já está aí. Agora fica sem resolver nada. Senhores governantes: esqueçam túneis e viadutos. Melhorem urgente o transporte público. Urgente. Ontem. Anteontem. Sem isso, não há solução.

Ou há? Bomba atômica na cidade? Fujamos todos antes disso acontecer!


terça-feira, 8 de março de 2011

O FIM DO VELHO BUTANTAN

Fotografia de 2006, mostrando as simpáticas casinhas que existiam na rua Henrique da Cunha sendo demolidas para ampliação da loja da Tok Stok (Foto Alexandre Giesbrecht)
A destruição do velho Butantan segue a passos largos em São Paulo. Com ajuda da Prefeitura, um dos últimos rincões de sossego já virou um inferno faz vários anos. A falta de um acesso decente da Marginal Direita do rio Pinheiros à ponte da Eusébio Matoso fez com que a Prefeitura aproveitasse as ruas Bento Frias e Pero Leão para isso. Resultado: o tráfego de automóveis, caminhões e ônibus nessas duas pequenas ruas encostadas às cocheiras do Joquei Clube se tornasse insuportável durante boas partes do dia.
Em 7/3/2011, fotografia do mesmo local da foto acima com a loja da Tok Stok recém-terminada (Foto Alexandre Giesbrecht)
Com isto, a pressão da loja Tok Stok para a ampliação de sua loja nem deve necessariamente ter sido muito forte. Em 2006, casinhas simpáticas da rua Henrique da Cunha (nome do acesso da avenida Eusebio Matoso para a Marginal Direita) já estavam sendo demolidas (vide foto daquela época). Hoje, março de 2011, a enorme loja com estacionamentos já está pronta e um novo monstrengo compõe a paisagem urbaníssima do local.
Atrás do monstrengo, outro bombardeio: nos últimos dois-três meses, sumiram diversas - sobraram somente três - casinhas geminadas de 10 metros de frente que ficavam entre as ruas Bento Frias e Pero Leão. Segundo informações de pessoas que moram na extremidade da Pero Leão e não foram afetadas pela destruição, apenas uma das casas resiste à pressão dos construtores de um prédio de escritórios, mas já se tonou uma ilha a esta altura. As outras duas apenas aguardam o momento de se mudar.
O "octógono irregular" em vermelho mostra a série da casinhas geminadas, todas provavelmente dos anos 1950/60, que foram demolidas - o Google Maps ainda estava desatualizado em 8/3/2011 - apenas três ainda estão em pé.
Neste "quarteirão-ilha" entre as duas ruas (a Pero Leão começa e termina na Bento Frias, depois de ambas fazerem curvas de noventa graus), apenas os dois extremos não deverão cair desta vez. O lado que fica em frente às cocheiras, onde há uma velha construção que já foi o Colégio Equipe e depois uma unidade do Pentágono (hoje está abandonada) e também uma casa que serve hoje de escola de música, e o outro lado, onde há dois escritórios e um restaurante. O resto é hoje um buraco com restos de demolição.
Vistos da rua Bento Frias, os fundos das três casas que ainda estão de pá na Pero Leão (Foto Alexandre Giesbrecht)
Em termos de trânsito e infraestrutura, há de se reconhecer que o aumento da loja da Tok Stok não vai mudar muita coisa - inclusive, o estacionamento tem entrada agora pela Henrique da Cunha e não na Pero Leão. Porém, um prédio de escritórios ali na "ilha" vai sem dúvida trazer muito mais movimento a um acesso já bastante congestionado. Será que a Prefeitura não percebe isso? Como ela autoriza um prédio desses ali? Para que serve, afinal, a Prefeitura?
Resta saber se, na hora de se demolir as casas do outro lado da Pero Leão e que ainda estão todas de pé (quem será que vai patrocinar sua compra e demolição?) e os galpões que existem do outro lado da Bento Frias, o que farão nossos responsáveis administradores para piorar ainda mais as condições de tráfego e de infraestrutura da região.
Finalmente: até quando aguentarão as casas que ficam na Marginal, pertencentes ao Joquei (ver foto acima)?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

FUMANTES


Hoje pela manhã ouvi no rádio pelo menos duas vezes sobre o projeto de lei de um deputado estadual paulista (acho que era isso) para proibir o fumo em praças, praias, ou seja, locais abertos.

Não fumo, nunca fumei, não gosto nem sinto nenhuma falta de fumar. Não gosto de cheiro de cigarros e detesto quando em algum lugar alguém joga fumaça de cigarro na minha cara. Porém, o que estão fazendo com os fumantes beira o ridículo.

Sabe-se, pelo menos alardeia-se, que é muito difícil deixar o vício de fumar. Diz-se também que o fumo causa câncer, principalmente de pulmão. O saudoso Stanislaw Ponte Preta disse uma vez que ouviu um político anti-fumo (já nos idos dos anos 1960) dizer que "todo fumante morre de câncer a não ser que outra doença o mate primeiro" (brilhante!). E também me lembro de um filme de Woody Allen, que assisti nos anos 1970, o "Bananas", onde ele vai para o futuro (em tempo: achei o filme uma enorme porcaria), onde os conhecidos dele, em algum ano no século XXI (que é hoje!!!) ou XXII, lhe dizem algo como isto: "olhe só o cara fumando, que legal! Imagine que no século XX todos diziam que fumar fazia mal à saúde, imagine só!".

Como ainda estamos no início do século XXI e ainda ninguém desmentiu o fato que fumar causa câncer - apesar que não é todo fumante que morre ou tem essa doença, realmente - as leis antifumo começaram a proliferar já faz algum tempo. Não se pode mais, pelo menos em São Paulo e outras cidades do Brasil, fumar em ambientes fechados, como bares, restaurantes, cinemas, hoteis, shoppings, escritórios, consultórios, etc. Agora, querem proibir fumar do lado de fora. Onde o fumante vai fumar, então? Só em casa!!

Não era preferível, então, mandar matar todos os fumantes? Não, seria muita dor, sangue e sofrimento, mesmo para quem não fuma. Então, que tal proibir de vez a fabricação de cigarros? O que adianta permitir, afinal, sua fabricação e depois dizer nos maços que cigarro causa câncer e que eu se fosse o cara que está segurando o maço não fumaria nunca mais! Não, isso também não pode, pois a economia nacional sofreria um grande baque.

Então, fazer o que? Tem um fumante que quer largar o cigarro, mas parece que isso é muito mais difícil do que se apregoa, pelo menos pelo que ouço de inúmeros amigos e conhecidos que fumam. Fumar só em casa? Mas e no trabalho, como ele vai fazer? Agora ele pode sair para a calçada e fumar, mas com a nova lei que deve ser aprovada, babau.

Bom, pelo menos vamos nos livrar das bitucas de cigarros, então. Que porcos, esses fumantes que - todos eles, pelo que as pessoas dizem - jogam bituca na rua. Ainda bem que quem não fuma não joga garrafas PET e latinhas de refrigerante, além de papel velho e embalagens de comida na rua também. Eliminando-se o fumo, a sujeira nas ruas desaparecerá.

Hoje caiu um temporal na zona oeste paulistana que alagou vários pontos. Um deles foi a esquina da Brigadeiro Faria Lima com a Rebouças e a Eusébio Matoso, em Pinheiros. Devo assumir, então, que todo o lixo que eu vi no alagamento que pude presenciar do oitavo andar do prédio onde tenho escritório, na Faria Lima, que toda aquele monte de sujeira boiando na água suja eram bitucas de cigarro, bem como aquela capa quase sólida e que pareciam garrafas PET, sobre o rio Pinheiros, eram também bitucas.

Emfim, parece que os fumantes são a fonte de todo o mal. Já os fabricantes de cigarros alavancam a economia nacional. Não é isso?

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O PROFETA DO CAOS

Vista de Pinheiros (à esquerda) e do Shopping Eldorado em construção em 1979. Ao fundo, os prédios da avenida Faria Lima e no horizonte a avenida Paulista. 30 anos atrás, e já se previam problemas. A foto foi tirada por mim

Insistindo em um tema no qual tenho escrito várias vezes neste blog: a situação de São Paulo - e provavelmente de outras cidades do mesmo tamanho populacional - já é crítica e ninguém está fazendo algo que realmente possa fazer a cidade voltar a funcionar.

Como autêntico "profeta do caos", daqui a pouco vamos viver em uma cidade onde a melhor coisa a fazer vai ser não sair de casa. Não estou nem falando de segurança, mas de possibilidade de locomoção. Assim como não é tão fácil andar a pé em determinadas calçadas (mesmo que sejam calçadões), já é muito difícil dirigir qualquer automóvel, ônibus, caminhão, o que seja, na cidade.

Quando aqui escrevo lamentando o fato de uma ou várias casas terem sido derrubadas, e na maioria das vezes o são para a construção de edifícios de apartamentos ou de escritórios cada vez maiores, não falo somente no sentido de se perder a memória, mas também no fato de que cada casa que cai é substituída por prédios com uma quantidade de gente muito, mas muito maior, concentrando demais pessoas no mesmo lugar.

Já está mais do que na hora de São Paulo parar. Não somente São Paulo, mas também as outras cidades da área metropolitana. Considerando o número de prédios que são terminados por ano e o número de moradias e escritórios que cada deles oferece, chegamos a um número grande (não, não sei o número), mas é humanamente impossível acreditar que todos eles sejam preenchidos por novos moradores - definindo novos como gente que vem de outras cidades. A população não cresce tão rápido assim. Portanto, há inúmeros locais vazios, tanto novos quanto velhos.

Por que não se usar o que já existe para fazer retrofit, ou seja, transformar casas, prédios, galpões e fábricas em moradias modernas (tipo loft, por exemplo), sem aumentar a área construída? Será que isso representaria o fim da construção civil ou não mudaria muito os números? (também não sei a resposta).

Sempre se dirá que o congelamento da construção de novas unidades habitacionais ou de prédios de escritório causará problemas no nível de emprego. Mas o retrofit não poderia mantê-los? E devemos acabar de vez com nossas cidades somente para manter o nível de emprego?

Enfim, depois de passar hoje (como praticamente todos os dias) pela rua Diogo Moreira, estreita rua no bairro de Pinheiros e que liga em diagonal as avenidas Brigadeiro Faria Lima e Eusébio Matoso, em Pinheiros, eu vi um retrato do desespero: rua curta, com dois quarteirões, aberta nos anos 1940 com terrenos para belas casinhas, hoje nela não mora ninguém. Ali existem dois prédios (um é hotel, outro é escritório), dois enormes buracos onde se começam as obras de dois prédios (um na esquina com a Faria Lima e outro dando fundos para a rua Cariris), o resto são casas que viraram restaurantes ou escritórios.

A rua vive congestionada, e dois prédios vão torná-la praticamente intransitável. A rua Cariris, atrás, vai se tornar um inferno; hoje é uma rua tranquila (basta olhar um mapa e ver a posição desta rua). Agora, quantas ruas Diogo Moreira e Cariris existem em São Paulo sofrendo do mesmo mal? Muitas, infelizmente.

Está na hora da população acordar. Aliás, muito mais que na hora, pois o pesadelo já chegou.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

CHUVA - A HISTÓRIA VAI SE REPETIR?

Inundação em São Paulo em 1948. Foto O Estado de S. Paulo

Hoje choveu. Grande novidade, principalmente se analisarmos o que choveu nos três primeiros meses do ano. Arrastou boa parte da cidade para o bueiro, com lixo e tudo, com catrástrofes e inundações. Como sempre foi, só que, aparentemente, este ano foi demais da conta. Aqui e pelo Brasil afora. Lugares que nunca, ou quase nunca, inundaram, este ano viraram piscinas.

Depois, houve uma calmaria. Seca em boa parte do país, no sul, por exemplo. Em São Paulo, no entanto, não foi problemático em termos de abastecimento de água. Hoje, a chuva voltou, e com uma curiosidade: pela manhã. Começou a trovejar e depois a chuva chegou pela manhã! Não é um fato comum de se ver.

Não sou metereologista (ou meteorologista?), nem de longe. Pouco entendo de fenômenos climáticos, a não ser o básico e plhe lá. Porém, posso dizer que, pelo menos em São Paulo, raras vezes vi chuvas fortes começarem de manhã, como hoje. Geralmente começam à tarde, mais para o seu final... ou à noite ou mesmo de madrugada.

Chuva que começa pela manhã pega todo mundo de surpresa, sem capa e sem guarda-chuva. Do meu escritório na Faria Lima via as pessoas passarem correndo e se escondendo da chuva. Chuva que, como parecia que ia acontecer, prolongou-se pelo resto do dia. Não tive notícias de inundações até agora, sete e pouco da noite.

Parece, no entanto, que a cidade nada aprendeu com o problema das chuvas so último verão: a sujeira continua por todos os cantos. A varrição ou retirada de lixo não melhorou nada, de forma alguma. É claro que o lixo jogado não é o único motivo das inundações, mas posso garantir que ajuda bastante. As ruas, praças, jardins e córregos continuam imundos. A Marginal do Pinheiros, no trecho em que passo todos os dias (Cebolão-Eusébio Matoso), continua com o lixo das calçadas e a favela invadindo a pista debaixo da ponte ferroviária da CPTM. Nas guias terminais de cada lado das pistas, a quantidade de lixo (papel, pneus, plásticos, animais mortos etc) é tanta que com certeza encheria pelo menos um caminhão grande entre duas pontes.

As notícias do próximo verão, infelizmente, não serão diferentes das do último. Apenas variará em quantidade de acordo com o volume de água que deverá cair.

terça-feira, 6 de abril de 2010

DELENDA SÃO PAULO

Vista da Rebouças, sentido centro, a partir da Faria Lima. Ao contrário do que escrevi abaixo, nesse momento ela não estava congestionada - o que é, realmente, um milagre. Reparem na fila de ônibus no sentido Eusébio Matoso: é comum ela estar com o dobro de veículos à mesma hora. Foto tirada hoje

Moro em Santana de Parnaíba, mas trabalho no Jardim Paulistano, em frente ao bairro de Pinheiros (ou seja, na esquina da Faria Lima depois da Rebouças, e não antes — para quem vem de Pinheiros). Daqui se vê a Rebouças eternamente congestionada no sentido centro. Com túnel passando debaixo da Faria Lima e tudo.

O túnel é inútil. Está sempre congestionado, exatamente porque tem um sinal na sua boca norte (Pedroso de Moraes). Do lado da Eusébio Matoso, sentido sul, geralmente o trânsito é mais tranquilo. Quem quer seguir de carro para o centro passa pelo túnel e pega a Rebouças. Quem vem de ônibus espera o sinal da Faria Lima e cruza por cima do túnel.

Para que então um túnel, se não eliminou cruzamento algum? Dinheiro jogado fora, literalmente. E para atrapalhar bem, quem vem de carro pela Eusébio tem de entrar à direita na Faria, fazer um retorno dois quarteirões depois, voltar e entrear à direita na Rebouças. Ora, se os ônibus cruzam a Faria com sinal, por que não os carros? O que resolveu? Nada.

Da Rebouças da minha infância não sobrou nada. Não existe (se existe, é um número desprezível) uma casa servindo de moradia nela. Nem na Eusébio Matoso. A única coisa louvável nas duas avenidas é que elas são umas das pouquíssimas ruas em São Paulo sem fiação exposta — elas são subterrâneas. De resto, as casas viraram escritórios, lojas, postos de gasolina e estacionamentos. Constantemente, nas duas avenidas, casas são demolidas para que os terrenos virem estacionamentos. Uma pena.

Uma pena, não porque essas casas mereçam ser preservadas ou não como patrimônio histórico, mas sim porque eliminam-se as casas para se jogar ali carros e mais carros, com o solo totalmente impermeabilizado onde até há pouco ainda poderiam existir jardins - se bem que eles haviam sido eliminados também para estacionamento das casas comerciais que elas já eram. Ninguém quer morar em ruas com muito tráfego. E isto está acabando com São Paulo.

Domingo li uma reportagem sobre o abandono de casas na avenida Brasil. O motivo: o mesmo. Só que lá não existem (que eu me lembre) estacionamentos; as casas são largadas à própria sorte e, ainda por cima, pagam altíssimos impostos prediais. Não sei por quê, pois a rua está se deteriorando. Há casas tombadas que ninguém aluga — para colocar lojas ou escritórios, claro —, pois não podem mexer na estrutura interna da casa — além de um altíssimo IPTU.

A prefeitura não liga para isso. Quer arrecadar, para ela tanto faz o que se faça nas casas. Estacionamento, escritório, loja, casa abandonada e cheia de lixo, não importa. Pague seu IPTU e tudo está bem. A beleza da cidade que se dane. É uma pena que essa mentalidade mesquinha leve a tudo isso. Seria necessária uma mudança radical de costumes para que tudo isso fosse alterado. Isso não vai ocorrer — pelo menos não a curto e médio prazo. Até lá, a tendência dessas ruas com muito movimento é se deteriorar mais ainda. E bastante.

terça-feira, 9 de março de 2010

TRÂNSITO DE DOIDO

Eram 4 e quinze da tarde e eu estava na esquina da Marginal Pinheiros com a rua Pirajussara. Em seguida eu precisava pegar a avenida Francisco Morato sentido Taboão. Parece fácil, não?

Não é. Se eu tomasse a Marginal local não há acesso para a avenida, portanto, não daria. Eu teria de passar por baixo da ponte Eusébio Matoso, atravessar a ponte, do outro lado pegar a Marginal sentido Castelo Branco, passar novamente sob a ponte, subir para a ponte logo após passá-la, atravessar o rio novamente e aí chegar ao início da Francisco Morato para então ir aonde precisava.

Achei que era muito complicado, pois o trânsito estava ruinzinho, como sempre. Aí, saí da Pirajussara, peguei a Marginal local, entrei na rua seguinte (Armando Fairbanks) e cheguei à avenida que segue para a Cidade Universitária. Dirigi 2-3 quarteirões, fiz a virada de 180 graus, peguei a mesma avenida no sentido contrário, entrei à direita de novo na Fairbanks, cheguei à Vital Brasil e segui em frente, no sentido oposto.

Ali não há retorno, somente lá na frente, perto da entrada do Instituto Butantan. Então, aproveitei, pus gasolina no carro num posto antes da rua Alvarenga; para sair dele tive de entrar na rua Camargo e teria de entrar à esquerda, depois de novo à esquerda e finalmente pegar a Alvarenga, cruzar a Vital Brasil e seguir até a Francisco Morato.

O trânsito na Alvarenga dava para ver do posto: estava um lixo. Saí do posto e decidi seguir para a Marginal e voltar para o escritório. Desisti de fazer o que queria na Francisco Morato. Fica para outro dia.

Para quem não conhece essa área de São Paulo, ela é conhecida como "gargalo da América do Sul", pois aí entra todo o trânsito que vem do sul do País, da Argentina, do Uruguai, do Chile...

E para fazer um percurso — repito: para quem conhece essa parte — extremamente curto em linha reta, não se consegue por causa do mau projeto da ponte mais velha, por causa de mãos de direção estranhas, por causa do excesso de automóveis.

E querem que o trânsito ande? Tá bão...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

SÃO PAULO: PERGUNTAS SEM RESPOSTA

Lixo nas calçadas de São Paulo. Foto Douglas Nascimento

Todo mundo vê que existe uma favela cada dia maior debaixo da ponte do Jaguaré, sendo vista pelos motoristas que passam pela Marginal do Pinheiros no sentido do Cebolão. Por que somente as autoridades não vêem isso? Por que não a retiram de lá?

Todo mundo que sai da Castelo Branco e entra na Marginal do Pinheiros vê logo no início e debaixo da ponte ferroviária da antiga FEPASA uma enorme favela que avança por pequenos pedaços do asfalto da avenida logo depois de uma curva fechada. Logo depois dela, uma enorme quantidade de lixo e de entulho se acumula na calçada. Também é vista com facilidade. Por que somente as autoridades não vêem isso? Por que não retiram a favela e o lixo?

Todo mundo que anda a pé pelas calçadas que formam as esquinas da avenida Brigadeiro Faria Lima com as avenidas Rebouças e Eusébio Matoso vê ali uma quantidade de lixo e de mato, ambas muito grandes, nos pequenos canteiros e nas calçadas. Por que somente as autoridades não vêem isso? Por que não limpam o mato e o lixo?

Todos que andam pelas calçadas da mesma Faria Lima vêem os buracos enormes nas calçadas e os camelôs vendendo produtos pirateados e falsificados em pequenas tendas e mesmo espalhadas pelas calçadas em pequenos lençóis. Por que somente as autoridades não vêem isso? Por que não retiram os camelôs e apreendem as mercadorias?

Todos os motoristas que trafegam pelas ruas de São Paulo vêem inúmeras placas de "proibido estacionar" e, em meio a elas, pontos de táxis colocados ali pela Prefeitura. Porém, o estacionamento proibido tem a função de deixar mais espaço para o trânsito de veículos. Quer dizer, então, que táxis estacionados não atravancam o fluxo? E, se não atravancam, por que não se libera o estacionamento de veículos no resto do quarteirão?

O túnel que passa por debaixo da Faria Lima e que une as avenidas Eusébio Matoso e Rebouças foi construído para que não houvesse mais esse cruzamento, Porém, o semáforo foi mantido na Rebouças e na Eusébio, pois, de outra forma, os ônibus que passam por cima não poderiam cruzar a avenida Faria Lima. Então, que me respondam: para que fizeram o túnel, gastando milhões de reais? E por que os carros particulares que vêm tanto pela Rebouças quanto pela Eusébio Matoso não podem cruzar pelo sinal, tendo que dar uma volta de mais de um quarteirão fazendo os retornos na própria Faria Lima para chegarem ao outro lado do cruzamento, atrapalhando mais ainda o tráfego da Faria Lima?

Até quando estas perguntas ficarão sem respostas? E que sejam coerentes?