terça-feira, 6 de dezembro de 2022

PIRACICABA, SP: UMA CASA NA LOTERIA (1955-2022)


Um dos bilhetes nomeados

Em 1955, o Esporte Clube XV de Novembro da cidade de Piracicaba, SP, precisava reformar seu estádio de futebol e, para isto, resolveu realizar uma tômbola (bingo) para arrecadar dinheiro. 

Os cinco primeiros sorteados levariam um dos seguintes prêmios: um sobrado na rua Tiradentes, um rádio RCA, uma máquina de costura, uma enceradeira elétrica e um liquidificador Walita.

O verso do bilhete, com os prêmios

Supondo que todos estivessem em dia com o pagamento, cada um receberia o seu prêmio.

A casa, à direita na fotografia, em 2022 (Google Maps)

Não sei quem foram os ganhadores, mas, pelo menos, a casa ainda existe em 2022.

sábado, 3 de dezembro de 2022

VILLA FRIBURGO, SÃO PAULO (1924)

Anúncio publicado em 25 de outubro de 1924 no jornal O Estado de S. Paulo.

E um novo loteamento surgia há cem anos, no município de São Paulo. Ôpa, de São Paulo, não! Município de Santo Amaro, isto sim, mas que em 1934 seria embargado pelo de São Paulo para poder espalhar o crescimento da Capital - como se fosse necessário englobar municípios que rodeavam a Capital para trazer o desenvolvimento às regiões então ainda remotas do centro da cidade de São Paulo.

A Villa Friburgo surgiria praticamente ao lado do rio Pinheiros e da então novíssima represa da cidade, construída pela Light.

Mais uns quinze anos e surgiria quase ao lado o Autódromo de Interlagos.

A características do bairro, a julgar pelo anúncio, era construir um loteamento de alto padrão para concorrer para os novos bairros Jardins América e Jardim Europa, estes vendendo muito rápido os seus terrenos, bem mais próximos, então, da suntuosa avenida Paulista. 

Notem o traçado das ruas, de certa forma copiando os bairros mais chiques. As ruas emprestavam os nomes de cidades da Suíssa - na época, ainda escrita com dois "ss".

Comparar o bairro com a planta de ruas de São Paulo não é tão simples assim, já que não fui conhecer o bairro para fazer este artigo. Algumas ruas mudaram de nome, outras parecem que foram eliminadas do mapa original e não são tão fáceis de serem reconhecidas pelos leitores de hoje.

Não é tão simples encontrar as mesmas divisas do loteamento original na vista aérea de dezembro de 2022. Notar à direita o leito do rio Pinheiros (Google Maps)

Por exemplo, hoje uma parte da divisa do loteamento com outros que vieram depois é a avenida Rio Bonito, a qual conheci ainda com o nome de Estrada do Rio Bonito. Outra é a avenida dos Lagos, que surgiu mais tarde para abrir a passagem da Villa Friburgo para arruamentos que vieram depois em terras ainda virgens em 1924.

O mapa de ruas de hoje mostra alguns empreendimentos comerciais do bairro (Google Maps).

A ideia é de apenas mostrar como se pode descaracterizar, intencionalmente ou não, desenhos de vias e de terrenos. Eu conheci o bairro, mas há vários anos não apareço pessoalmente por lá. A ideia é apenas matar minha curiosidade de comparação, sm buscas por dados que tenham feito o bairro evoluir (ou involuir) para o que é hoje.

Hoje, o bairro é mais conhecido por Veleiros, certamente por estar próximo à represa, que, na época, era mais limpa do que é hoje.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

BRASIL: ENTRA GOVERNO, SAI GOVERNO E TUDO CONTINUA IGUAL (2022)

 




Repetindo o título: "entra governo, sai governo", o Brasil nunca muda nada mesmo em tempos de penúria. 

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou o aumento de 50 por cento (CINQUENTA POR CENTO!) para o sucessor do atual Governador, que será empossado em 1º de janeiro de 2023, para seu vice e tambám para os secretários que tomarão posse na mesma data.

Quem teve aumento deste tamanho neste Estado? Eu não tive, como aposentado. Nem vou ter. Os aposentados, em geral, não terão. Os trabalhadores comuns também não. Os que vivem de salário mínimo também não terão.

Este aumento, se aprovado pelo governador, tanto pelo atual, que somente deixará o cargo no final deste ano, como pelo seu sucessor Tarcisio de Freitas. O próximo governador terá seu salário elevado de R$ 23 mil para R$ 34.500,00.

Este tipo de canalhice tem sido aprovado pelos antecessores do cargos já há vários anos. 

Claro, o Governador pode vetar. 

Alguém acredita que ele vetará? 

Qual a dúvida no caso da eterna situação: o Brasil precisa economizar e cortar gastos. Precisa desenhar?

Como poderão alegar que falta dinheiro para saúde, educação e segurança? Lembremo-nos que a Polícia Militar, apesar de ser bastante eficiente por aqui, é uma das mais mal pagas no País!! Saúde, é a eterna desgraça. Educação, a educação? Quem se preocupa como esta?

sábado, 26 de novembro de 2022

ONDE ESTÁ O NÚMERO DO IMÓVEL QUE VOCÊ PROCURA?


(foto: Mercado Livre)

Há alguns dias, um leitor do jornal O Estado de S. Paulo escreveu para a seção "São Paulo Reclama", contando a sua dificuldade  de quem anda por São Paulo (cidade), principalmente à noite, para procurar um determinado endereço. A maioria dos imóveis, principalmente os novos, não ostenta em sua fachada o número que identifica o local.

Se é mesmo a maioria, não sei, mas, que são muitos, são. E se são principalmente os novos, acredito que, também neste caso, isto ocorra com muitos deles.

É uma situação que eu tenho já há anos, quando me aventuro pela urbe paulistana procurando (mesmo durante o dia) números que não existem ou que são mal colocados.

O jornal respondeu o que a Prefeitura informou a ele: que no decreto 49.346, de 2008 (e, certamente, decretos anteriores a este, que é relativamente recente) "todos os imóveis situados no município devem ter seu emplacamento numérico efetuado em padrão e locais visíveis". O jornal não escreve, mas deveria, talvez, fazê-lo, perguntar aquela famosa frase muito usada por nós há anos: "Entendeu? Ou quer que eu desenhe?"

Será que esta fiscalização existe por parte da Prefeitura? Ou serão tantos casos que ela não dá conta das autuações?

Aliás, já que estamos falando disto, que tal incluir as placas das ruas, muitas desaparecidas, ou invertidas, ou completamente tortas, ou ilegíveis, ou mesmo não existentes, fatos que também dificultam as coisas para motoristas e pedestres?

Finalmente, lembrar que o problema de placas numéricas e/ou de ruas citados acima também ocorrem em praticamente todas as cidades da Grande São Paulo, com mais 39 prefeituras envolvidas.  

segunda-feira, 19 de abril de 2021

RUA CAIO PRADO, SP (1895-2021)

 

O posto da Shell está ali no mesmo local da antiga mansão

Quem passa de carro ou a pé pela esquina das ruas Caio Prado (a rua no canto inferior direito, na foto acima) e a rua da Consolação (a outra rua, do lado esquerdo da mesma foto), não pode imaginar que, há 126 anos, ali existia uma mansão, ocupando o mesmo terreno (ou, possivelmente, mais alguns).

Como era o exterior dessa mansão, não consegui descobrir, mas, pelo menos é possível saber o que ela tinha dentro, no ano de 1895, quando o seu dono, Sr. Oscar Horschitz, comerciante, decidiu mudar-se de mala e cuia para a Europa e fazer um grande leilão de suas peças e móveis, sem, entretanto, falar o que faria com a casa.

Bem, ela certamente foi demolida. Pelo menos, ela não existia mais já em fins da década de 1950, quando, salvo engano, eu comecei, junto com meu pai, a passar por ali todos os dias com seu Studebaker 1951 e, depois, com suas Kombis VW. 

O endereço? Rua Caio Prado, 1. Hoje, o número certamente é outro, pelo menos desde os anos 1930, quando a numeração da Capital passou a usar o "método americano" de numeração, ou seja, métrica. Na antiga, o número 1 se referia à primeira casa (ou terreno) do lado esquerdo da rua. Realmente, a Caio Prado começava - e ainda começa - ali. Qual será o número do posto hoje? Só indo lá e verificando, mas pode até ser um número da rua da Consolação.

Alguma construção ainda existia, no terreno onde hoje é o posto, em 1930, como se pode ver pelo mapa de 1930, logo abaixo (Mapa Sara Brasil), que mostra a mesma esquina da fotografia atual, no topo deste artigo. Acredito que não fosse um posto ainda. 



Agora, pode-se pelo menos imaginar como era a decoração interna do casarão, lendo a relação dos móveis e peças que seriam leiloados, e que podem ser vistos abaixo no anúncio publicado no jornal O Estado de S. Paulo, de 11 de novembro de 1895. Boa diversão.


(Texto da postagem modificada em 18/7/2021 e em 29/10/2021 pelo autor)
 


terça-feira, 6 de abril de 2021

ALTERNATIVAS PARA UMA VIAGEM SÃO PAULO-RIO (1880)


ACIMA: A viagem por mar e ferrovia em 1880 (O Estado de S. Paulo, 23/01/1880).

As alternativas para viajar de São Paulo ao Rio de Janeiro durante o tempo dos cavalos e mesmo das carruagens não eram muitas. 

Deve ter começado com a tração animal: no lombo de burro, jumentos e cavalos. Afinal, São Paulo estava no alto da serra e o Rio, no litoral. Então, antes de descer a serra para Santos e dali ir para o Rio, era mais fácil sair pela serra mesmo e depois descê-la com tração animal lá nas bandas do Vale do Paraíba.

O tempo pode ter demorado para passar, mas, depois da Faculdade de Direito ser aqui implantada, a cidade começava a ter muita importância. 

Em 1877, a ferrovia foi finalmente implantada no trajeto. A Capital paulista foi finalmente ligada ao Rio por trilhos. Havia mudança de bitola em Cachoeira Paulista, mas havia trem.

Isso não significava que todos viajassem agora por trem. Alguns viajaram, por muitos anos ainda, por navio no trecho Rio-Santos e nesta cidade tomavam o trem da São Paulo Railway para São Paulo.

E isso durou muitos anos. Difícil de saber por quanto tempo, mas, dos anos 1870 a 1890 ainda este tipo de viagem era feita. Em 1908 ficou mais fácil: a bitola do ramal da Central do Brasil foi unificada, havendo a partir daí mais velocidade e menos tempo para ligar as duas cidades.

Os automóveis e ônibus, a partir dos anos 1920, passaram a viajar pela Estrada Velha Rio-São Paulo por muito mais vezes. Em 1952, a estrada foi modernizada, retificada e duplicada em quase todo o trecho: era a Via Dutra.

Nos anos 1960, a duplicação foi construída pela Serra do Mar a partir do Alto Vale do Paraíba. Hoje, são cinco horas em média entre uma cidade e outra, fora os congestionamentos de praxe nas áreas metropolitanas paulistana e fluminenses. 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

O FIM DO VELHO TREM DE SUBÚRBIO DE SALVADOR (2021)


Nota: todo o texto abaixo foi transcrito do Correio 24 horas de 15/2/2021. A fotografia acima é de autoria de Arisson Marinho, na mesma reportagem.

Após mais de 160 anos, Trem do Subúrbio encerra atividades; usuários se despedem

Correio 24 Horas – Depois de mais de 160 anos de serviço, o Trem do Subúrbio vai ser aposentado nessa segunda-feira (15), e os cerca de seis mil usuários dos trens de Salvador têm até este sábado, às 19h30, para se despedir deles. Pela última vez, os velhos trens vão correr os 13,5 km de trilhos que ligam Paripe e Calçada e fazem parada em dez estações em bairros do Subúrbio Ferroviário.

Fim de uma era para a chegada de outra. O governo do estado vai dar início à nova etapa das obras do Veículo Leve de Transporte (VLT). Entre os usuários, uns defendem a mudança e focam nos benefícios, e outros lamentam o aumento de preços e o apagamento de tanta história.

Jacira Silva, de 68 anos, desenvolveu uma relação especial com o trem. Professora de História, ela leva, todos os anos, seus alunos para conhecerem o modal, enquanto conta a história ferroviária de Salvador. Na sexta (12), foi dia de fazer a última viagem, desta vez sem os alunos, por conta da pandemia, apenas ao lado do filho.

Para a professora, o VLT poderia ser implantado sem a desativação dos trens. “Acabar com o trem é acabar com a história, deixar ela somente para os livros. Ver isso tudo ruir de repente dá um nó na garganta. Eu não acredito que o progresso signifique destruição da história”, diz ela, emocionada.

Para a despedida, o plano foi parar em cada estação e relembrar a história de cada uma delas. “Hoje eu vim fazer a minha última viagem. Quero perpetuar essa história na minha memória e poder continuar passando ela adiante, mantendo ela viva de alguma forma”, conclui Jacira.

Quem também vai sentir falta do serviço é a comerciante Rose Freitas, de 33 anos. Ela mora no Lobato e utiliza o trem todos os dias, para chegar na estação da Calçada, onde tem uma barraquinha de frutas. Ela diz que o novo custo da passagem vai pesar no bolso e teme que, com a desativação, as vendas entrem em queda.

“Agora vai aumentar muito o nosso gasto. Eu gastava um real por dia, vou gastar quase nove. Vai pesar muito, até por conta do comércio, que é forte por causa do ponto na porta da estação. Aqui é passagem mesmo de todo mundo. Vou tentar uma ou duas semanas aqui, para ver como fica. Todos os ambulantes aqui estão muito desanimados, preocupados”, diz Rose.

Segundo a Companhia de Transportes da Bahia (CTB), a passagem custa R$ 0,50 (inteira) e R$ 0,25 (meia), com viagens a cada 40 ou 45 minutos. Os trens operam das 6h às 20h, e a passagem é gratuita para maiores de 60 anos. Com a mudança, os passageiros terão que passar a desembolsar R$ 4,20 por viagem.

Uma pesquisa realizada em 2019 pelo Bákó Escritório Público de Engenharia e Arquitetura da Ufba, Ministério Público estadual e Tec&Mob, apontou que 42% dos usuários do trem ganhavam, à época da pesquisa, menos que um quarto do salário mínimo e estavam abaixo da linha da pobreza.

O perfil traçado apontou ainda que 90% dos usuários eram negros, 80% chegavam à estação do trem a pé e cerca de 70% afirmaram que deixarão de utilizar a linha ou reduzirão o uso após a mudança do modal.

Devido a esse cenário, o Ministério Público estadual, por meio da promotora de Justiça Hortênsia Pinho, ajuizou na quinta-feira (11) uma petição para solicitar que a Justiça impeça a paralisação do trem do subúrbio marcada para a próxima segunda-feira (15). Segundo a promotora de Justiça, a paralisação deve ocorrer de forma escalonada e deve ser divulgada para a população com prazo mínimo de 30 dias, possibilitando uma prévia adaptação dos usuários que não têm condições de arcar com a alteração de valor. “A divulgação ocorreu apenas dez dias antes da paralisação. Um total desrespeito com aqueles que dependem do modal para se locomover”, destacou Hortênsia Pinho.

Mas há também quem concorde com a desativação dos trens. Para a aposentada Marizete Araújo, de 65 anos, o VLT vai valorizar a região mais carente da cidade. “Vai ser ótimo para o Subúrbio, para a periferia. A gente precisa de melhorias, de modernidade. É um desrespeito com o ser humano isso aqui ainda estar funcionando, porque toda hora quebra, é um perigo. Já passou da hora de mudar isso aqui”, opina Marizete, que diz evitar pegar o trem, preferindo outros meios de transporte.

Mudança

Segundo informações da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), a implantação do VLT vai provocar a realocação de aproximadamente 360 famílias do local. Ainda de acordo com a Companhia, todas elas terão seus imóveis avaliados individualmente e receberão as indenizações justas. A escolha do novo lar será feita com assistência, e as famílias receberão desde apoio jurídico para a aquisição da nova casa, até suporte para a mudança.

 

A região do Subúrbio, após a conclusão das obras do VLT, ganhará um museu ferroviário e um centro comercial de serviços na região.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur), com o VLT, serão 25 estações e 23 km de extensão. O investimento a ser aplicado é de R$ 2 bilhões e a previsão é de geração de 2.200 empregos.

O percurso terá duas linhas. A principal vai sair da Ilha de São João, em Simões Filho, passando por todo o Subúrbio, Estação Acesso Norte, Lapa, Aeroporto, Iguatemi e Pirajá. A outra linha, na altura da Via Expressa, passa pelo Comércio, com estação final no Instituto do Cacau.

Segundo a Sedur, a desativação dos trens e implantação do VLT é uma questão necessária. “O trem já pararia naturalmente, porque é um trem cinquentenário, que você não acha mais peça de reposição. Na gestão João Henrique, tentaram fazer uma modernização de três unidades, que não vingou. Temos hoje só dois funcionando e outros dois de reserva”, explica o secretário da pasta, Nelson Pelegrino.

Pelegrino também destaca as vantagens que a mudança trará para a população. Segundo ele, quem leva cerca de duas horas para chegar ao destino final vai passar a fazer viagens de 50 minutos, contando com ar-condicionado e Wi-fi. Além disso, o tempo de espera, hoje de cerca de uma hora, será de quatro minutos.

“Assim como o metrô foi uma revolução, que transportava 400 mil pessoas por dia antes da pandemia, isso acontecerá no subúrbio. É uma revolução. Vamos sair de um sistema precário para um sistema moderno”, completou o secretário.

O secretário Nelson Pelegrino informou ainda que ainda não há definição de qual destino será dado aos trens, mas que eles devem compor museus da capital e também de outros estados.

História

A linha, que hoje se resume às dez estações da cidade de Salvador, costumava cortar toda a Bahia, aproximando o território aos estados vizinhos numa malha que interligava o país. A via férrea foi inaugurada em 1860, conectando Salvador a Alagoinhas. Era a quinta ferrovia a ser construída no Brasil e a primeira na Bahia.

Com o passar dos anos, o número de estações foi reduzindo e a distância, com as reformas, também. Em 1972, a viagem ia até Simões Filho. O desenho atual é do início dos anos 1980. Em 2005, a gestão do trecho ferroviário entre as estações da Calçada e Paripe era de responsabilidade da Prefeitura de Salvador, porém em maio de 2013 o sistema foi transferido para o Estado, juntamente com as obras do metrô, passando a ser administrado pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB).

Operação especial

Com o fim da operação dos trens no Subúrbio de Salvador, a Secretaria de Mobilidade (Semob) montou uma operação assistida para atender a nova demanda de passageiros que devem passar a utilizar o transporte público através dos ônibus na região. A operação terá início na segunda-feira (15), mesmo dia em que os trens deixarão de circular.

Os agentes de trânsito e transporte estarão na região para observar a demanda de passageiros e realizar os ajustes necessários. Veículos da frota reguladora ficarão em pontos estratégicos, reforçando o atendimento, principalmente nos horários de pico.

Serão oito veículos das 5h30 às 9h, dos quais quatro ficarão em frente ao centro de abastecimento de Paripe e quatro no Largo do Luso. No pico da tarde, das 16h às 19h, oito veículos da frota reguladora ficarão à disposição no Terminal da França.

Integração

Os passageiros que utilizarem os ônibus poderão agora contar com a integração, opção que não era contemplada pela operação de trens. A integração poderá ser feita entre ônibus convencionais, Stec ou mesmo com o metrô, pagando apenas uma passagem pelo período de 2h, utilizando o Salvador Card. Após a conclusão das obras do VLT, a integração também irá contemplar o novo modal.

Equipes do Salvador Card estarão com promotores de vendas no ponto de ônibus do Centro de Abastecimento de Paripe, na Estação do Trem de Periperi e no Largo do Luso entregando o Bilhete Avulso, que pode ser utilizado por qualquer pessoa sem a necessidade de uma identificação. A entrega será gratuita apenas para o cartão, que custa normalmente R$5. Já as passagens devem ser adquiridas pelo usuário.

Fonte: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/apos-mais-de-160-anos-trem-do-suburbio-encerra-atividades-usuarios-se-despedem/