domingo, 2 de outubro de 2011

A GRANJA DO MANDI

Capa do catálogo da Granja Mandi
Há poucos dias caiu-me nas mãos uma revista - catálogo, na verdade, ou uma mistura dos dois - sobre a Granja Mandi, em Itaquaquecetuba, na região leste da Grande São Paulo.
Cena da granja
Eu jamais havia ouvido falar dela, mas o catálogo, de 1936, é interessante. Não porque eu conheça o assunto (não conheço nada), mas o catálogo é uma típica publicação dos anos 1930.
Mapa para chegar à granja
Por ele, fiquei sabendo onde ficava (ou fica, não sei se ainda existe) a granja e que, em 1936, ela tinha já dez anos.
Galo Leghorn
E que ela vendia produtos da granja (ovos, claro) em São Paulo, atendendo encomendas, e transportando ela própria em seus carros e não por terceiros, como ela fazia questão de frisar.
Carro da granja fazendo entregas em (supostamente) São Paulo. Onde seria esta rua?
Aliás, a primeira impressão que tive, vendo o catálogo, era que ela ficava ali na região da Casa Verde, Freguesia do Ó, onde havia um bairro com esse nome mostrado no mapa paulistano de 1930. Ao norte do Tietê, naquela região , existia a Estrada do Mandi, bem como, no século 19, havia também um Sítio Mandi ao sul do rio, na zona oeste de São Paulo.
Mapa aéreo do local. Aparece a Estrada do Mandi e a região do Mandi. A granja ainda existirá?
Mas não - era uma granja de Itaquaquecetuba. Fica a aqui a curiosidade.

4 comentários:

  1. Adorei o post! Não fazia idéia de que poderia tet algo ma Internet!

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  2. Caro Sr. Ralph, ficamos felizes em ver as referências à Granja do Mandy, Estrada do Mandi , nº 2.509, Itaquaquecetuba. Ela pertenceu ao avô do meu marido, Charles Désiré Toutain, francês e com formação em engenharia agrônoma pela Universidade de Lion, e encerrou suas atividades alguns anos após a 2ª guerra. Como a granja vendia matrizes (pintinhos) da raça Leghorn Branca e nessa época começaram a introduzir poedeiras híbridas, que tinham maior produtividade,o que obrigava os avicultores a sempre comprarem os pintinhos dos fornecedores das aves híbridas. M. Toutain não concordava com isso, pois era de opinião que todos deveriam ser capazes de produzir matrizes em suas granjas e preferiu, assim, encerrar as atividades da granja. Granpapa (é assim que a família se refere a ele) foi um dos pioneiros na introdução da Leghorn branca no Brasil. Uma parte da propriedade ainda pertence à família e guarda algumas referências da época da granja, bem como fotos e livros de visitas. A granja recebia alunos que ali se hospedavam para estudar.

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    1. Leila, iso é muito bacana. Nunc fui a essa região, mas morro de curiosidade de como estará agor. Ainda é rural? A estrada do Mandi ainda tem essse nome? Grat

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  3. Sr. Ralph, como curiosidade, só quero contar-lhe (como este mundo é interessante nas voltas que dá) que fui professora e coordenadora pedagógica na Escola Municipal de Ensino Fundamental SUD MENNUCCI, no Itaim Paulista, Jardim Camargo Novo, nos anos 80, quando ainda era uma escolinha de madeira, bem precária. Mas também trabalhei no prédio novo, grande e com boas salas de aula, inaugurado pelo prefeito na época, Sr. Mário Covas.
    Cordialmente,
    Leila Terezinha Toutain - leilatoutain@gmail.com

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