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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

ALGUMAS SURPRESAS DO PASSADO PAULISTANO

Abertura do viaduto da avenida Indianópolis sobre a avenida Moreira Guimarães (Folha de S. Paulo, 13/9/1965)
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Ler jornais antigos é sempre interessante, especialmente por uma época em que nós já estávamos vivos. Com isto, especialmente se já tínhamos uma razoável ideia da cidade nesse tempo, se vivemos e fomos curiosos nessa "era", começamos a lembrar-nos ou a.tentar lembrar-nos de determinados fatos.

Em meio a isso, vários achados nos surpreendem. No ano de 1965, eu tinha treze anos, tendo completado catorze em novembro. Aqui estão algumas coisas que basicamente me surpreenderam um pouco. É evidente porém, que a importância disso depende do interesse de cada um.

No topo da página, a avenida Indianópolis ganha um viaduto: na verdade, o cruzamento era em mível, a avenida Moreira Guimarães foi rebaixada e o viaduto, construído.
(Folha de S. Paulo, 24/10/1965)
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Acima, em outubro, o anúncio de uma casa (chamada de "a casa colonial") que se tornava um hospital na rua Humaitá, na Bela Vista. Nunca vi essa casa; porém, não costumo andar muito pela rua Humaitá. Portanto, não sei se ainda existe. Pelo Google Maps, não a localizei, o que também não quer dizer muita coisa, pois há vários pontos cegos por causa de árvores, etc. A pergunta é: ela ainda existirá, mesmo que modificada?
(Folha de S. Paulo, 12/11/1965)
A rua Pamplona, em novembro, acabava de ganhar mão única... para cima, sentido Estados Unidos-avenida Paulista. Disso não lembro. Lembro da rua com duas mãos e com bondes. Aliás, uma outra reportagem da mesma época mostra o último bonde passando por essa rua: a introdução da mão única serviu como desculpa para retirar uma das últimas linhas de bonde da cidade, justamente porque ele estaria trafegando, agora, na contra-mão em uma das duas linhas. Porém, a introdução da mão única tinha um segundo objetivo: como estava decidido que a avenida Nove de Julho teria mão única (!!!) sentido bairro, a Pamplona seria a mão de ida para o centro. A operação jamais foi concluída: a avenida jamais foi transformada em mão única. E em algum momento mais tarde, a Pamplona teve sua mão invertida, como o é até os dias de hoje. Os trilhos foram retirados rapidinho.
(Folha de S. Paulo, 24/11/1965)
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Em Santo Amaro, mais precisamente na Granja Julieta, muito próximo de onde hoje existe uma estação da CPTM com este último nome, existiam algumas lagoas em novembro de1965, talvez remanescentes ainda da retificação do rio Pinheiros, que havia sido terminada havia pelo menos quinze a vinte anos. Elas foram todas aterradas e hoje em dia existem ruas e construções grandes e pequenas, que normalmente dão frente para a avenida Marginal direita (Nações Unidas) ou para curtas e estreitas ruas paralelas. Uma dessas lagoas ficava nas imediações das extintas Parada Monark e da fábrica do mesmo nome. Chegavam a ter dez metros de profundidade e eram um perigo para eventuais usuários e também foco de mosquitos e de doenças, e o seu tamaho aumentava por causa da retirada de areia por construtoras da região.
(Folha de S. Paulo, 22/12/1965)
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Em dezembro, a foto acima mostra o abandono de parte da rua Capote Valente, entre as ruas Galeno de Almeida e a pequena Rubião Meira, no alto do Sumaré. Eu diria que essa parte da rua que tem a construção grande e o trecho de terra mais baixo seria por onde nos anos 1970 foi construída a ligação Henrique Schaumann-Av. Sumaré, ali chamada então de avenida Paulo VI. Apesar de morar a cerca de quatro quarteirões dali nessa época, não me lembro claramente dessa situação.
(Folha de S. Paulo, 13/9/1965)
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Finalmente, em janeiro de 1966, uma fotografia da rua Sergio Tomas num dia de inundação, no Bom Retiro, antes de ter sido alargada e transformada em continuação da avenida do Emissário.

domingo, 31 de julho de 2011

UM MUSEU A CÉU ABERTO

Um dos antigos casarões da rua Guaianazes
Ontem à tarde fui a um evento no Bom Retiro. Na ida, passei pelos Campos Eliseos, primeiro bairro "chic" da cidade de São Paulo, estabelecido como loteamento em 1878. Hoje, de "chic" ele não tem nada e ainda tem de conviver com os passeios dos drogados da cracolândia, que chegam a interromper ruas de tantos que são - como foi o caso da rua Helvetia, ontem.
Rua Guaianazes
O bairro está em parte arrasado: a parte que se chama Santa Ifigênia, ou seja, entre o largo do Paissandu e a avenida Duque de Caxias, está sendo derrubado pela Prefeitura para fazer uma das cismas do prefeito Kassab - a "Nova Luz". Mas ainda falta muito para derrubar. Por enquanto, somente a parte próxima à rua General Couto de Magalhães , em frente ao terreno que abrigou até 1979 a estação original da Sorocabana (de 1875) e o quarteirão onde ficava a horrorosa estação rodoviária da cidade até 1982. Esta foi demolida no ano passado.
Rua Guaianazes
Porém, como a decadência do bairro dos Campos Elíseos - basicamente, a parte que fica entre a avenida Duque de Caxias e a alameda Eduardo Prado - veio cedo demais, antes que is edifícios de apartamentos pudessem invadir o bairro, sobraram por ali muito palacetes de outrora. Muitos, pe verdade, foram derrubados. Ontem, eu fui verificar a existência de dois deles na rua Guaianazes, e descobri que eles já se foram.
Rua Barão de Piracicaba esquina com a Ribeiro da Silva. Estas ruínas são do palacete do Barão do Rio Pardo, com afrescos expostos, tetos ruídos e partes caídas. Uma pena.
A rua Guaianazes, porém, pode ser considerada um museu a céu aberto. Há palacetes e sobrados bem antigos, muitos do século XIX, ainda em pé. Surpreendentemente, a maioria em bom estado, sendo usado para diversos fins; há também alguns abandonados. Seguindo pelas outras ruas do bairro, podemos ver também alguns casarões antigos em outras vias.
Edifício de apartamentos na esquina da Ribeiro da Silva com a Dino Bueno. Provavelmente dos anos 1930.
Fotografei alguns deles ontem. O que está em ruínas fica na esquina da alameda Ribeiro da Silva com a rua Barão de Piracicaba e foi construído em 1883 pelo Barão do Rio Pardo.
Alameda Cleveland. Casarão recuperado há pouco tempo.
O bairro se encheu de casarões por causa, nos anos 1880, da sua proximidade com a estação ferroviária da Sorocabana e da Luz. Proprietários da fazendas de café e outras que moravam no interior podiam agora mudar-se para a Capital onde tratavam de seus interesses com mais facilidade. Por outro lado, era fácil viajar de trem para suas fazendas no interior.
Alameda Cleveland. Fez parte do antigo Colegio Stafford. Também recuperado recentemente, faz parte do museu do prédio ao lado esquerdo
Com o tempo, porém, a deterioração da ferrovia em si, principalmente após a Segunda Guerra Mundial, trouxe essa deterioração também para as casas e ruas do bairro. Os nobres se afastaram. Até o Palácio do Governo, instalado na antiga residência de Elias Chaves na alameda Glette, foi transferido nos anos 1960 para o alto do Morumbi.
Alameda Cleveland. Casa de 1903, que foi do irmão de Santos Dumont, Henrique. Esteve abandonada até 5 anos atrás. Hoje é um museu
A Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, na alameda Glette, mudou-se no final dos anos 1960 para a Cidade Universitária. O belo casarão também foi logo demolido e o local está vazio até hoje.

Enfim, passear de carro num sábado à tarde pelos Campos Elíseos é passear num museu. Aproveite enquanto os viciados em crack deixarem.
Alameda Cleveland: casa da ferrovia, construída em 1922. Originalmente da Sorocabana, sempre abrigou posto de atendimento de saúde.
As fotografias que coloco foram tiradas ontem (30 e julho) por mim por volta das 3 horas da tarde. Eu poderia, com calma, ter fotografado muito mais imóveis, principalmente na rua dos Guaianazes.

terça-feira, 31 de maio de 2011

SANGUE, SUOR E LÁGRIMAS

Estação de Mauá, SP, 1943
A vida em meados do século XX era melhor? Mais calma? Mais fácil? Mais alegre? Eram mesmo bons tempos?

Os dois trechos abaixo foram escritos por terceiros e publicados como e-mails em resposta a uma discussão sobre a cidade de Mauá, em São Paulo. Transcrevo-os sem identificar os autores, que podem, no entanto, identificar-se se quiserem. Em itálico o primeiro texto, depois um comentário meu e finalmente o segundo texto, menor, também em itálico:

Meu avô que morava na Vila Guilherme, em 1952, em um cortiço pagando aluguel e um dia viu uma placa na Av. Ipiranga em São Paulo, dizendo que em Santo André uma empresa de urbanização estava vendendo terrenos grandes e baratos em Mauá. Ele foi então até Santo André na rua das Figueiras para checar a informação e acabou comprando um terreno em Mauá. Com o terreno comprado restava então construir a casa: a construção demorou 2 anos com a ajuda de um cunhado e, segundo meu avô, eles saíam da Vila Guilherme no sábado pela manhã e pegavam o trem, tendo de andar 4 quilômetros até o terreno, pois na época não havia linha de ônibus para todos os bairros. Na obra a areia era retirada de um rio próximo e os tijolos eram comprados de uma olaria de propriedade dos Damo e, como não havia pavimentação nas ruas, os caminhões simplesmente não conseguiam transitar pelo bairro. Meu avô, então, buscava os tijolos de carriola, mais ou menos uns 2 quilômetros, dormiam no terreno em um barraco improvisado para guardar ferramentas e voltavam para a Vila Guilherme nos domingos á tarde. Em 1954, a casa estava pronta, porém, como ainda não havia serviço de saúde em Mauá, meu avô resolveu ficar mais um tempo na Vila Guilherme, pois minha avó estava grávida da minha mãe. Depois da minha mãe, vieram mais dois filhos e aí sim em 1957 meu avô se mudou definitivamente para Mauá com toda a família. Ele conseguiu emprego na VidroBrás, posteriormente Santa Marina e atualmente Saint Golbain, e minha mãe conta que minha avó chorava muito porque, além do frio, tudo era muito longe: mercado, açougue, farmácia... Minha mãe conheceu meu pai em Mauá e eu nasci lá também. Meu avô comprava fumo de corda numa loja que ficava próxima à estação, eu ia junto com ele a pé e, de frente para a estação havia um senhor que vendia coco caramelizado, que cheirava longe. Enquanto ele comprava fumo, eu ficava olhando os trens e quando ele terminava as compras me levava para comprar o coco. Depois ficavámos na passarela de ferro fundido da SPR que passava sobre a passagem de nível e eu ficava em êxtase, com os trens passando por baixo de nós, Budd, Englishs, Lambretas... meu avô tinha simpatia pelas Englishs; ele as chavava de "máquina de duas frentes". Pois é, como eu ficava feliz com tão pouco.

Em seguida, um outro interlocutor acrescenta um pouco mais aos relatos de mais de meio século atrás:

Você vê como naquela época as coisas eram diferentes. Tudo era adquirido com muito suor e principalmente honestidade, não importava a distância e o quanto era sofrido para se conquistar um bem. Com meu avô também foi assim. Ele era funcionário de uma vidraçaria no Bom Retiro e só pôde comprar um terreno “do outro lado do rio” (o Tietê) e que era muito mais barato, porque não havia ponte e o acesso era mais difícil. Com muito suor ele conseguiu comprar o terreno, construir uma humilde casa e na mudança carregar tudo nas costas atravessando o Tietê a pé. Depois conseguiu comprar um barco, que ficava na margem do rio e quando precisava dele ele estava lá! (imagine hoje). Na época da construção da casa ele nem tinha dinheiro para comer. Caçava nos morros daqui da Casa Verde e nos brejos onde hoje é o campo de marte ele pegava muita rã. Também pescava no rio Tietê. Foi assim que ele conseguiu sua casa. Impressionante. São histórias que ouvimos de nossos antepassados e que nunca esquecemos. É uma lição de vida.

domingo, 14 de novembro de 2010

A SOMBRA DE CARTAGO

A fotografia acima foi publicada no jornal O Estado de S. Paulo hoje e mostra uma avenida - não consegui identificar exatamenta qual é, mas é na zona azul e nem tem uma concentração de prédios tão grande assim em termos de São Paulo. Mas vejam, por exemplo, ao fundo, uma floresta de edifícios e notem em três prédios em primeiro plano no canto direito da foto três heliportos sobre eles - consequência de uma cidade onde as vias terrestres e eo transporte público já não dão conta do recado.

Dizem que o orador grego Catão terminava seus discursos com a frase "delenda Cartago", ou seja, "que se destrua Cartago", cidade fenícia localizada na antiga Fenícia; hoje a cidade estaria na Tunísia. Cartago foi de fato destruída ao fim de quase 120 anos de guerra. Na verdade, foram três guerras interrompidas por longos intervalos entre elas. Porém, no final da última, em 146 a.C., Cartago foi, efetivamente, destruída - ao ponto de ser arrasada para que jamais se tornasse uma ameaça para Roma - ameaça comercial, no final das contas.

Grande parte das pessoas que vivem na atualidade acham que o Brasil - e, no centro disso, a maior cidade brasileira, São Paulo - deve ser destruído para que possa crescer. Mas como é mesmo isso? Como poderá ele crescer se for destruído? Como São Paulo poderá realizar essa façanha? Por que escrevi essa frase que antagoniza com ela mesmo? Porque construção gera empregos e dinamiza a economia - por outro lado, o excesso de construções que não são realmente necessárias acaba a médio prazo com o ambiente modificado à força.

Bem, a verdade é que São Paulo vem sendo destruída há décadas. Até os anos 1960, a cidade era habitável. Porém, crescia cada vez mais rápido - em número de habitantes e de área densamente habitada. No início dos anos 1950, havia ultrapassado a cidade do Rio de Janeiro em população, tornando-se a maior cidade do país.

Demolição do Palacete Prates em 1953

Nos anos 1950, construções do início dos anos 1910 estavam indo para o chão, como o belíssimo Palacete Prates, na esquina do viaduto do Chá com o Parque Anahngabaú, dando frente para a rua Líbero Badaró. No seu lugar foi logo construído um prédio de escritórios de mais de vinte andares. A construção de edifícios de apartamentos e de escritórios ainda se dava na esmagadora maioria das vezes na área central da cidade, mas a partir dos anos 1960, a deterioração da área, causada em parte pelo excesso de prédios, começou a fazer com que essas construções se espalhassem com muita força sobre os bairros em volta do centro.

Nos anos 1970, prédios já eram comuns em Higienópolis, Jardins e outros bairros. Hoje, não existe bairro sem prédios, sejam de que natureza for. E, aqui, falo de construções com mais de oito, dez andares, não daqueles pequenos prédios de 3, 4 ou 5 andares. Chegam hoje a 30, 40 andares. É a destruição de uma cidade através da construção de "arranha-céus", depois chamados de "espigões" e hoje de "torres". A cidade, claro, não comporta isso. Nem em infra-estrutura nem em fluxo de tráfego. Nem em transporte público.

Plataforma lotada na estação Paraíso - Foto Alexandre Giesbrecht

O transporte público que está aí não aguenta mais do que já faz. Se 30% da população que usa automóvel largar seus carros em casa e passar a usar metrô, trens e ônibus, não vai haver carros suficientes nos três modais. A Prefeitura autoriza "torres" muitas vezes contra a promessa das construtoras de fazer obras de infraestrutura no local, inclusive, em alguns casos, na remodelação das ruas e avenidas - mas isso não é suficiente; nunca é.

Não é preciso ser engenheiro, arquiteto, administrador ou prefeito para ver que isso não funciona e que a cidade está saturada; os investidores em construção civil, no entanto, não se preocupam com isso e continuam lançando suas "oportunidades de investimento".

O que li hoje no Caderno de Imóveis do jornal O Estado de S. Paulo é simplesmente aterrador: é a proposta (mais uma) de destruição de bairros inteiros da cidade, vista unicamente pelos olhos das construtoras e do SECOVI. Falam da "orla ferroviária", que engloba muitos bairros ao longo das linhas férreas, fala do Bom Retiro... prega a derrubada do que existe lá hoje - em grande parte, galpões antigos, alguns tombados - para a construção de enormes edifícios, "enormes" em qualquer parâmetro que o leitor quiser interpretar.

Daniel Teixeira/O Estado de S. Paulo, 14/11/2010

Veja a fotografia acima, tomada, quase que certamente, na rua Borges de Figueiredo, na Mooca. Esta rua tem uma série de galpões antigos que eram utilizados para a estocagem de bens que seguiam desses armazéns para o porto de Santos ou para o interior pela via férrea. O que impede de eles serem hoje transformados em lofts residenciais ou de escritórios sem terem sua aparência externa alterada e sem que sejam derrubados para a construção de prédios que, de certa forma, não têm necessidade de estar ali? A função de sua construção é apenas a de "revitalizar" a área (só prédios revitalizam? A médio prazo, acabam com a área), de fazer dinheiro (pelas construtoras e incorporadoras) através de uma mídia que não reflete a realidade. E a maioria das pessoas acredita... e compra.

Vale a pena destruir casas como estas,no Bom Retiro, para construir edifícios? - Foto: Daniel Teixeira/O Estado de S. Paulo, 14/11/2010

Estava na hora de algum político "de peito" acabar com essa farra. Não estou aqui falando apenas de tombamento de imóveis, de se manter a memória da cidade, ou "coisas desse tipo". Estou falando da própria sobrevivência da cidade. Essas maravilhosas construções de hoje são, com certeza, o estopim da deterioração num futuro não muito distante. Acredito que todos saibam disso, mas... agem como cegos, pois o dinheiro manda em tudo. O futuro que se dane.

Falta um Catão moderno em São Paulo, para terminar seus discursos (ou em seus e-mails, hoje em dia) com uma fease do tipo "Salvemos Cartago, desculpem, São Paulo, da destruição"!