terça-feira, 1 de abril de 2014

SOBRAS DE UMA GUERRA NÃO DECLARADA CONTRA AS FERROVIAS - PARTE 2

O respeito aos usuários nos anos 1980 - Cessão Paulo Stradiotto

Esta versão do "Sobras de Guerra" é mais curta que a primeira, escrita há alguns dias apenas.

Mais uma vez referindo-me a fotos enviadas pelo Paulo Stradiotto, do Paraná, o contraste entre a estação de Véu da Noiva, na serra no caminho de ferro para Paranaguá, fotografada nos anos 1980 e depois nos nossos dias de 2014.

O pior nesta curta história é que o mais bem-sucedido trem turístico do País, na verdade, se o considerarmos um trem de passageiros, já que ele tem (ou tinha, até pouco tempo, há que se confirmar) frequencia diária, ele seria um dos mais antigos do País, andando desde 1885 até hoje sem intervalos.
A tristeza e abandono em 2014 - Cessão Paulo Stradiotto

Por isso mesmo, a quantidade de turistas estrangeiros que o usa vê essas ruínas deterioradas ao lado de uma ferrovia que deveria estar cumprindo uma de suas funções originais, que era utilizar essas estações para embarque e desembarque de passageiros (ainda mantém o transporte de carga, esta sim a função que a fez ser construída; quanto aos turistas que hoje são seus passageiros, o trem não para em estação intermediária alguma, apenas na de Marumbi).

Vêem e devem se perguntar: "que país é este, que não cuida de seu patrimônio e de sua infraestrutura de transportes, que não respeita seu povo?" Pior ainda: praticamente todas as estações e casas de tturma dos pátios do trecho estão no abandono.

Um comentário:

  1. Ralph, o trem da Serra do mar do Paraná tem circulação diária entre Curitiba e Morretes. A circulação está suspensa entre Morretes e Paranaguá, e mesmo antes da suspensão esse trecho só era feito aos domingos.

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