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terça-feira, 2 de junho de 2015

1909: O TEATRO CAS(S)INO DA RUA 24 DE MAIO

Numa reportagem publicada no dia 27 de setembro no jornal O Estado de S. Paulo (e reproduzida do jornal Correio Paulistano do dia anterior) do já distante ano de 1909, um prédio abandonado que antes abrigara a sede do Frontão Paulista, na rua 24 de maio, foi reformado e transformado num teatro, o Teatro Casino, no Bairro do Chá da capital paulista.

Não se podia dizer, na época, que ali já seria o Centro Novo da cidade; na verdade, ainda se tratava do Bairro do Chá, cujo eixo principal era a rua Barão de Itapetininga e que ainda era uma região de casinhas baixas e simples, existindo ainda alguns terrenos desocupados.

Um teatro ali contribuiria para a modernização do bairro.

Quanto tempo terá durado esse teatro? Eu nunca havia ouvido falar dele. Leiam:


sábado, 7 de julho de 2012

VARGINHA EM FOTOS

A linha no sentido da estação. Não há mais trens, mas há cenas bonitas com esta.

Minha visita a Varginha, MG, acabou hoje. às 14 horas estava já eu de volta em casa. Não consegui baixar as fotografias que tirei lá no meu laptop que levei para lá, somente agora o fiz em meu computador caseiro.
Como sempre, fotografo motivos ferroviários e construções e paisagens que me agradam. A estação, algumas casas, uma quase toda demolida, outra em reforma... ou talvez, infelizmente, demolição... algumas inteiras e bonitas.
Varginha, apesar de ser uma cidade mais do que centenária, não tem muitos prédios antigos. Por antigos, digo contruções até o início dos anos 1940 com estilos os quais aprecio. Há muitas outras que foram totalmente reformadas, ou muito descaracterizadas.
As que vi e mais me impressionaram foram o prédio do teatro municipal de nome Teatro Capitólio (de 1927) e dois outros que se situam em frente à antiga estação ferroviária.
Acima, local onde os trilhos entram no Moinho Sul Mineiro. Porém, trens não entram há anos e anos.

Fui até o final dos trilhos, após o Moinho Sul Mineiro. No ponto hoje cheio de mato, eles deixaram de seguir para Três Pontas e Jureia já desde o longínquo ano de 1966.
Uma ponte metálica sobre um córrego, já próximo da sua foz no rio Verde, também pôde ser fotografada de longe. Para a esquerda, a cidade. Para a direita, Três Corações. Esta ponte está próxima da antiga estação de Juriti.
E parte da cidade, vista de longe. Nessa foto, o topo da colina é o ponto mais alto da cidade e continuação da estrada de acesso que vem da Fernão Dias (para a direita). Para a esquerda, o centro.

sábado, 15 de outubro de 2011

A GRANDE ITAQUERA DE SARNEY

Assembleia Legislativa do Maranhão - Foto Edilson M/Panoramio

Ah, o Maranhão... pensei que jamais chegaria a conhecê-lo. Bom, de fato, conheci um pouquinho da cidade de São Luís. Não me impressionou nem um pouquinho, a não ser pelo Centro Histórico, realmente muito bonito, mas, para ser tombado como Patrimônio da Humanidade, como o foi há poucos anos, está em mau estado. Não vou dizer péssimo, porque na verdade há edifícios muito bem conservados, todos recentemente restaurados, como o Palácio do Governo (Palácio dos Leões), o Teatro Arthur de Azevedo, de 1817 e outros prédios também bastante antigos que visitei.

No meio destes, no entanto, existem vários dos quais somente restam as paredes externas, outro com a conservação bastante precária, para não dizer nenhuma, outros em reforma eterna (segundo testemunhas)... a maioria dessas construções, muitas com 100, 200 e 300 anos e muitas janelas, eram casas residenciais e hoje naõ o são mais, estando ou fechadas ou como escritórios, a maioria do governo. Dá a impressão que há um número relativamente pequeno de moradores na área.

Um dos prédios é ocupado pela Assembleia Legislativa do estado. Fica na rua do Egito, num prédio cuja idade não sei, mas que está na área tombada. Está em mau estado, pelo menos externamente - até árvores crescem no alto de sua fachada. Parece que os deputados não estão contentes com isso, pois há um projeto de mudança dali, com a construção de um outro prédio na região mais nova de São Luís. Li um artigo em um jornal da capital que critica duramente a mudança e a construção nova, que sairia pelos olhos da cara, como sempre. Infelizmente, no momento em que li - e muito rapidamente, muito mais rápido do que eu queria - não tive como ficar com a reportagem, nem como anotar o nome do repórter que a escreveu, nem o jornal.

Na reportagem publicada anteontem, o reporter falava sobre o absurdo de se mudar dali, dando os deputados como desculpa a má conservação do prédio (ora bolas, por que não o restauram? Dinheiro, pelo visto, não falta), o trânsito ruim do centro histórico (eles não conhecem São Paulo, pelo visto, para falar de trânsito caótico)... o escritor fala que, na França - e ele usou este exemplo, pois vários prédios do centro histórico têm influência dos franceses que fundaram a cidade em 1612 - os órgãos estaduais estão em prédios e locais antigos e nem por isso se pensa em sair de lá para ir para outro local "mais bonito" ou "mais novo".

Na verdade, a saída da Assembleia para outro local, seja qual for, não fará com que se ponha abaixo o prédio, pois ele é tombado. Porém, a ausência dos deputados e seus (sempre) inúmeros assessores e seus puxa-sacos em número maior ainda no local vai deixar o imóvel vazio - precisar-se-á arranjar outro uso para ele. Mas sempre foi a Assembleia, vai ser o que então? Esvaziar ainda mais o centro histórico de gente é uma péssima opção. E nesse caso a debandada vai ser grande. Onde esses caras estão com a cabeça, meu Deus? Daqui a pouco o reconhecimento mundial vai ser cassado e aí será o fim de tudo...

Segundo um conhecido meu que já está na cidade há pelo menos um ano e meio e que sempre visita o centro - porque gosta dele - desde que a cidade ganhou o título de patrimônio mundial, parou praticamente com as restaurações e reformas, bem como com a limpeza. Ou seja, deita sobre os louros e não faz mais nada. Péssimo para São Luís.

Mas, afinal, o que se esperar de um estado cujos políticos não fazem nada mais do que puxar o saco do Sarney, fundar municípios (há 126 projetos de municípios no estado mais pobre da federação! - veja aqui), fazer surubas em Brasília quando para lá vão (é verdade!!! - veja aqui)? No caso dos municípios, transcrevendo o nome de alguns que estão na fila para serem aprovados, olhem os nomes: Deputado João Evangelista, Chega Tudo, Achuí, Presidente Lula, Creoli do Joviniano, Deputado Mercial Arruda, Deputado Waldir Filho, Madragoa, Manoel Milhomem, Portugal do Maranhão, Senador João Alberto e Socorro do Maranhão.

Os nomes de deputados acima não são os proponentes, não: são os nomes para os municípios. Presidente Lula a rigor não pode ser dado: o cara está vivo ainda. Aliás, o Maranhão tem 5 municípios com nome de presidentes, entre os quais o Sarney (que ainda está vivo), Médici, Getúlio Vargas e mais dois. Bom, não custa lembrar que São Paulo tem um monte, mas é de gente que já morreu há muito tempo, como Prudente, Venceslau, Epitácio, (Rodrigues) Alves, Bernardes... De qualquer forma, a impressão que se tem no Maranhão é que os deputados querem criar novos municípioas para homenagear pessoas e não para realmente servirem para desenvolver os locais. Aliás, vale lembrar de novo que os vinte municípios mais pobres do Brasil estão no Maranhão. O próprio município de Presidente Sarney é uma penúria só.

Agora, investir em saneamento, nem pensar, né? E depois, com tudo isso, ninguém sabe por que o estado é o mais pobre do Brasil. Afinal, a impressão que tive da Capital, São Luís, pode ser resumida nisto: uma grande Itaquera, com um centro histórico de 300 anos em mau estado e dois bairros que querem ser chics mas que para isso falta muito: Ponda da Areia e Renascença. Aliás, claramente construídos nos últimos 20/30 anos e que levaram muito da mata que existia no local, elevando ainda mais já a tórida temperatura da cidade...

domingo, 8 de agosto de 2010

TEATRO EM PIRACAIA, SP


Em 1911, meu avô Sud Mennucci foi transferido de Cravinhos para ser professor primário no município de Piracaia. Para chegar lá foi um inferno. Ainda não havia trem (o ramal de Piracaia, da Bragantina), que chegaria apenas em 1913. Ele foi por boa parte do trecho a cavalo.

O acesso era difícil, consequentemente ele teria de ficar lá por boa parte do tempo, sem fazer as costumeiras viagens que costumava fazer em Cravinhos, pois lá havia a Mogiana.

O que fazer, então? Fora os artigos que escrevia para jornais, ele precisava fazer alguma coisa para se distrair.

Uma delas foi participar de peças de teatro. Acima, o folheto que anunciou uma delas na cidade, ocorrida na Câmara Municipal. Curioso, não diz em que dia. Mas foi em 1911.

Como terá Sud se saído?