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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

OS ESTRIBOS DE SÃO ROQUE E MAIRINQUE

Parada Marmeleiro - foto Ricardo Koracsony
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Durante algum tempo - a questão é saber: quando? - a Sorocabana e/ou a FEPASA e/ou a CPTM estenderam sua linha de trens de subúrbio (hoje, bem melhores, chamados de trens metropolitanos) que correm na que um dia foi a linha-tronco da Sorocabana - que ligava São Paulo, na estação Julio Prestes, à estação de Presidente Epitacio, às margens do rio Paraná e a mais de oitocentos quilômetros de percurso - entre Julio Prestes e Mairinque, numa distância de sessenta e nove quilômetros.
Estação de Mairinque - foto Ricardo Koracsony
A Sorocabana teria iniciado seus serviços de subúrbios em 1922, parando nas poucas estações que havia naquele tempo (São Paulo, Presidente Altino, Osasco, Barueri e Cotia, que hoje é Itapevi) e, com o tempo, aumentando tanto o número de estações nesse percurso quanto o próprio tamanho do trajeto, chegando até Amador Bueno (inicialmente chamada de Fernão Dias) e posteriormente até Mairinque. Durante todos esses anos, houve trocas de composições, carros de madeira, de ferro, de aço, trens maiores (até três anos atrás eram doze carros, hoje são oito por composição) e também de ponto final: Amador Bueno ou Mairinque e, eventualmente, trens durante o dia que iam até determinada estação e voltavam, mas nunca para além de Mairinque.
Parada 46 - foto Ricardo Koracsony
Por isso, os guias mostram trens com horários e extensões as mais diferentes possíveis, dependendo da época.
Parada 50 - foto Ricardo Koracsony
A última vez que eles foram para Mairinque teria sido em 2000, segundo alguns, 1998. segundo outras fontes, ou mesmo antes. E a volta deles a Mairinque é reclamada por muita gente. Recentemente reformaram o trecho Itapevi-Amador Bueno, mas a linha para Mairinque continuou às moscas.
Parada Cinzano - foto Ricardo Koracsony
Hoje, e já faz pelo menos uns seis meses, a linha além Amador Bueno e até Mairinque está coberta de mato  Nem cargueiros da ALL estão mais usando o trecho; somente após Mairinque é que eles estão circulando e, dependendo do trecho, com maior ou menor frequência até Presidente Epitacio.
Estação de São João Novo - foto Ralph Giesbrecht
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Enfim, falei tudo isto para mostrar que havia, além das estações oficiais da ferrovia, pelo menos quatro paradinhas vagabundas e feitas "nas coxas" (os chamados "estribos") das quais até poucos anos pelo menos três ainda tinham sua estrutura ao lado da linha. Como o acesso a elas é difícil por carro ou a pé pelos trilhos, além da região ser perigosa, são pouco documentadas. São as paradas Cinzano, 46, 50 e Marmeleiro.
Estação de Gabriel Piza - foto Ralph Giesbrecht em 1998
Todas elas ficam - ou ficavam - além de Amador Bueno (que está no km 42) e Mairinque, no km 69. A ordem, se funcionasse um trem metropolitano nesse trecho hoje, seria Amador Bueno - 46 - São João Novo - 50 - Mailaski - Cinzano - Gabriel Piza - São Roque - Marmeleiro (64) - Mairinque.
Estação de Gabriel Piza - foto Ralph Giesbrecht em 2010
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A Cinzano atendia à fábrica da Cinzano, ali perto. A Marmeleiro atendia uma pedreira, com desvio que para ela seguia. Das paradas sem nome, 46 e 50, não se têm maiores informações.

Das estações desse trecho, todas estão de pé, com exceção de Gabriel Piza, isolada e em ruínas. . Em qual período de tempo? Depois de 1985, quando reformaram os Toshibas e as estações e suas plataformas? Ou antes? Enfim, desde quando existiam essas paradinhas?

A questão, para mim, é saber quando estas estações funcionaram.

Que volte o trem para Mairinque, urgente e com estações decentes.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

ALÔ ALÔ CPTM! CADÊ O TREM DE AMADOR BUENO?

Uma das composições Amador-Bueno, último resquício de uma CPTM que não existe mais (Foto Fernando S. Rodrigues, 2009)

Já vimos este filme antes. Diversas vezes. Muito mais do que gostaríamos. A cena: fim de um trem de passageiros. Nos anos 1960 até os anos 1990 foram cenas comuns. Muito mais os de longa distância, mas alguns eram trens de subúrbio - hoje metropolitanos. Há poucos dias falei sobre estes últimos.

Falei também, um pouco antes disso, sobre os trens da CPTM para Mairinque, que acabaram em 1997-8. Falei duas vezes sobre os trens Itapevi-Amador Bueno. A primeira vez em 2009, a segunda em 2010. Nesta última eles acabaram mesmo, mas a promessa é que voltariam em novembro de 2011. Que, aliás, começa amanhã. De trem, nada, infelizmente. Voltamos ao tempo das mentiras ferroviárias, onde qualquer acidente, queda de pontilhão, etc, era desculpa para acabarem com uma linha de passageiros - até de cargas.

E a CPTM, que tantas vezes defendi e elogiei aqui, não abriu a boca. Simplesmente não cumpriu a promessa e, do jeito que a coisa vai, não vai cumprir. Será que Amador Bueno não precisa de trens?

Hoje se completa 18 meses de desativação da extensão operacional da linha 8 – Diamante. No dia 30 de abril de 2010, o Sr. Avelleda, então presidente da CPTM, foi enfático em dizer que o prazo para a reforma do trecho seria dezoito meses.

Infelizmente, praticamente nada foi feito a não ser a demolição das antigas paradas, a retirada da rede aérea, a retirada da linha 2 (da linha dupla, existente desde 1928) e o armazenamento de alguns materiais, como postes, em vários locais do trecho.

Claro que houve a mudança de bastão em 01/01/2011, e os que entraram não concordam exatamente com as diretrizes dos anteriores. Mas, e daí? O que eu e os demais passageiros temos com isso? O que queremos é o sistema reformado e funcionando adequadamente.

Fazer o que? Sentar e chorar? (colaboração de Carlos Alberto de Almeida)