Parada Marmeleiro - foto Ricardo Koracsony
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Durante algum tempo - a questão é saber: quando? - a Sorocabana e/ou a FEPASA e/ou a CPTM estenderam sua linha de trens de subúrbio (hoje, bem melhores, chamados de trens metropolitanos) que correm na que um dia foi a linha-tronco da Sorocabana - que ligava São Paulo, na estação Julio Prestes, à estação de Presidente Epitacio, às margens do rio Paraná e a mais de oitocentos quilômetros de percurso - entre Julio Prestes e Mairinque, numa distância de sessenta e nove quilômetros.
Estação de Mairinque - foto Ricardo Koracsony
A Sorocabana teria iniciado seus serviços de subúrbios em 1922, parando nas poucas estações que havia naquele tempo (São Paulo, Presidente Altino, Osasco, Barueri e Cotia, que hoje é Itapevi) e, com o tempo, aumentando tanto o número de estações nesse percurso quanto o próprio tamanho do trajeto, chegando até Amador Bueno (inicialmente chamada de Fernão Dias) e posteriormente até Mairinque. Durante todos esses anos, houve trocas de composições, carros de madeira, de ferro, de aço, trens maiores (até três anos atrás eram doze carros, hoje são oito por composição) e também de ponto final: Amador Bueno ou Mairinque e, eventualmente, trens durante o dia que iam até determinada estação e voltavam, mas nunca para além de Mairinque.
Parada 46 - foto Ricardo Koracsony
Por isso, os guias mostram trens com horários e extensões as mais diferentes possíveis, dependendo da época.
Parada 50 - foto Ricardo Koracsony
A última vez que eles foram para Mairinque teria sido em 2000, segundo alguns, 1998. segundo outras fontes, ou mesmo antes. E a volta deles a Mairinque é reclamada por muita gente. Recentemente reformaram o trecho Itapevi-Amador Bueno, mas a linha para Mairinque continuou às moscas.
Parada Cinzano - foto Ricardo Koracsony
Hoje, e já faz pelo menos uns seis meses, a linha além Amador Bueno e até Mairinque está coberta de mato Nem cargueiros da ALL estão mais usando o trecho; somente após Mairinque é que eles estão circulando e, dependendo do trecho, com maior ou menor frequência até Presidente Epitacio.
Estação de São João Novo - foto Ralph Giesbrecht
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Enfim, falei tudo isto para mostrar que havia, além das estações oficiais da ferrovia, pelo menos quatro paradinhas vagabundas e feitas "nas coxas" (os chamados "estribos") das quais até poucos anos pelo menos três ainda tinham sua estrutura ao lado da linha. Como o acesso a elas é difícil por carro ou a pé pelos trilhos, além da região ser perigosa, são pouco documentadas. São as paradas Cinzano, 46, 50 e Marmeleiro.
Estação de Gabriel Piza - foto Ralph Giesbrecht em 1998
Todas elas ficam - ou ficavam - além de Amador Bueno (que está no km 42) e Mairinque, no km 69. A ordem, se funcionasse um trem metropolitano nesse trecho hoje, seria Amador Bueno - 46 - São João Novo - 50 - Mailaski - Cinzano - Gabriel Piza - São Roque - Marmeleiro (64) - Mairinque.
Estação de Gabriel Piza - foto Ralph Giesbrecht em 2010
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A Cinzano atendia à fábrica da Cinzano, ali perto. A Marmeleiro atendia uma pedreira, com desvio que para ela seguia. Das paradas sem nome, 46 e 50, não se têm maiores informações.
Das estações desse trecho, todas estão de pé, com exceção de Gabriel Piza, isolada e em ruínas. . Em qual período de tempo? Depois de 1985, quando reformaram os Toshibas e as estações e suas plataformas? Ou antes? Enfim, desde quando existiam essas paradinhas?
A questão, para mim, é saber quando estas estações funcionaram.
Que volte o trem para Mairinque, urgente e com estações decentes.
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quarta-feira, 19 de novembro de 2014
domingo, 9 de outubro de 2011
RECADO À CPTM: POR QUE NÃO MAIRINQUE?
Estação de Mailaski em 2011 (Carlos Roberto de Almeida)Até 1997/98, a CPTM mantinha a linha de subúrbios da antiga Sorocabana/Fepasa chegando até a estação e cidade de Mairinque, a 69 km (distância ferroviária) do centro de São Paulo. Para se fazer esse percurso, havia uma baldeação na estação de Itapevi, hoje ponto final da Linha 8-Diamante da ferrovia.
Amador Bueno (Google Maps)Porém, jamais se falou em restituir o trem da CPTM até Mairinque. A concessão é da empresa, a eletrificação existe — ou melhor, existia, pois parte já foi retirada, sabe-se Deus por quê —, mas o trem não voltou mais. Há motivos claros para isso?
São João Novo (Google Maps)Bom, trens são para transportar pessoas. Quando há muitas pessoas e possibilidade para tal, por que não fazê-lo? O município de São Roque tem 79 mil habitantes, a maior parte deles vivendo a uma distância razoável da linha férrea. Já Mairinque tem 43 mil numa área bem menor que a de São Roque, mas também com população em sua maioria concentrada próxima à linha férrea.
Mailaski (Google Maps)Entre Amador Bueno e Mairinque havia seis estações, contando as duas citadas. Além destas, havia São João Novo, Mailaski, Gabriel Piza e São Roque. Em média, uma estação a cada seis quilômetros. Mesma média da linha Luz–Francisco Morato da CPTM.
Gabriel Piza, bairro do Taboão (Google Maps)Com exceção de Gabriel Piza — das estações, a única que virou ruínas —, as outras mostram uma boa concentração populacional à sua volta. A estradas de rodagem que acompanham esse percurso são duas: a SP-274 até Mailaski, onde se junta à Raposo Tavares, que leva até Mairinque e além. A primeira é uma estrada de pista única e cheia de lombadas. A Raposo tem pista dupla, mas um monte de lombadas também. Os ônibus não são bons e trafegam em velodidade reduzida devido ao excesso de tráfego, principalmente na Raposo, e ao excesso de lombadas.
São Roque (Google Maps)Vale ressaltar que a linha que fazia o percurso até 1998 tinha também uma série de paradinhas (plataformas com cobertura de amianto, inadmissíveis para os padrões de hoje) que atendiam em determinados horários as pessoas que iam e voltavam de empresas no percurso, como a Cinzano. Poderiam ser incluídas no percurso, bem como construídas outras intermediárias para atender aos bairros de São Roque e de Mairinque, principalmente entre as duas cidades.
Mairinque (Google Maps)O trem seria uma excelente alternativa. Parece que somente os políticos e a própria CPTM não veem isso. Eu, sinceramente, não consigo entender, por mais que os técnicos da empresa digam (se lerem isto, vão dizer, sim) que eu não entendo nada, que sou um amador etc. etc. etc.
Estação de Gabriel Piza em ruínas (Eric Mantuan, 2008)Os mapas e fotos que incluo nesta postagem mostram a situação atual das cidades em relação à linha existente. Note-se que, até Iperó, a linha da ex-Sorocabana é dupla e era antes eletrificada, desde 1944.
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