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quinta-feira, 21 de abril de 2016
O VALE DA RIBEIRA E SUA INFRA-ESTRUTURA EM 1937
Como era difícil uma viagem a Iguape e região nos anos 1940. O mapa acima, publicado no jornal O Estado de S. Paulo de 28 de setembro de 1937, mostra o itinerário do Secretário de Estado de Educação e Saúde Pública à região, utilizando-se de trens, barcos a vapor, balsas e automóveis. Era o Brasil de oitenta anos atrás.
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quinta-feira, 14 de agosto de 2014
AS RODOVIAS NO VALE DO RIBEIRA DE 1935
Assim eram as estradas de rodagem no Vale do Ribeira por volta de 1935. A imagem chegou a mim, já recortada dessa forma, nos arquivos de meu avô Sud Mennucci. Não há menção de que jornal seja, nem a data exata.
O mais curioso é que, do outro lado desta imagem, há outro mapa. Qual mapa interessava a meu avô? Os dois? Seria uma coincidência terem publicado um atrás do outro na mesma folha do jornal? O outro era de Ribeirão Preto e será mostrado em outra oportunidade.
Adoro mapas, especialmente antigos e especialmente bem feitos e desenhados, como este. Obviamente as estradas não eram retas como aí é mostrado. A região é montanhosa em boa parte. Notar que nessa época geralmente se mostravam também as estradas de ferro, quando havia. Neste caso, não mostram.
Existiam ferrovias a serem mostradas. Ao norte, a linha-tronco da Sorocabana, de São Paulo a Sorocaba, e o ramal de Itararé, também da EFS, de Santo Antonio (hoje Iperó e não mostrado no mapa) a Itapetininga, daí seguindo para longe de Capão Bonito. E ainda a Santos-Juquiá, que seguia praticamente paralela ao eixo (neste mapa) Santos a Juquiá, via Itanhaém, Peruíbe, Alecrim (Pedro de Toledo), Bigué e Juquiá.
Nenhuma das rodovias aí desenhadas era asfaltada. Algumas estavam sendo construídas e outras eram "necessárias", ou seja, julgava que seria importante fazê-las, mas não existiam.
O grande eixo dessa região, hoje, é a BR-116, a Regis Bittencourt, que não existia. A estrada que ligava São Paulo a Curitiba era a que é chamada de "estrada estadual" no mapa, linha vermelha em traço grosso. Essa estrada ainda existe e parte de seu trecho entre Capão Bonito e Apiaí foi asfaltada somente em 2006, acreditem ou não. Existia a alternativa, bem mais longa, que seguir, a partir de Capão Bonito, para oeste até Itapeva e Itararé, depois Ponta Grossa e finalmente Curitiba. A atual BR-116, com 400 quilômetros e aberta somente em 1961, era bem mais curta que as duas citadas.
No mapa, podemos verificar que o único trecho que já existia dela era a ligação entre Biguá, Juquiá e Registro. A descida da serra do Mar seria feita pela estrada Piedade-Juquiá, hoje uma alternativa para a Regis, mas não muito segura. E não estava pronta na época do mapa. Porém, depois de Registro, que hoje é ligada a Jacupiranga e depois sobe a serra na divisa com o Paraná, não havia estrada alguma. De Registro somente se podia chegar, no máximo, a Cananeia.
Tempos de estradas ruins e transporte lento. Como a ferrovia que ligava São Paulo a Curitiba era praticamente tão longa quanto a alternativa rodoviária acima citada, por Ponta Grossa, era comum ir da capital paulista à paranaense por navio, tomando-se o trem em Paranaguá para chegar a Curitiba. Meu avô fez esta viagem pelo menos duas vezes; além disto, teve a coragem de fazer a viagem de automóvel, em 1935, pelo percurso que na época era o mais curto, ou seja, via Apiaí. Viagem esta que foi devidamente reportada por ele na época.
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011
O VLT DE SANTOS SAI OU NÃO SAI DESTA VEZ?
O TIM de Santos - anos 1990. Foto Julio Cesar de Paiva
O jornal A Tribuna, de Santos, mostrou em 11 de agosto uma reportagem sobre o VLT de Santos a São Vicente. Diz que agora ele vai sair e que terá 15 quilômetros, ligando o Valongo à Ponte dos Barreiros, onde o leito da velha Sorocabana - que deverá ser, em princípio, aproveitado para a passagem do VLT - sai da ilha e entra na parte continental do município de São Vicente.
Antes, quando a licitação não deu certo, ele saía da estação Ana Costa, na avenida do mesmo nome. Agora, decidiram prolongá-lo até o Valongo - e certamente haverá trechos de linha que terão de ser colocados em algum leito que não foi ferroviário no passado.
A decisão é correta, mas os velhos costumes brasileiros continuam os mesmos: tudo demora, tudo é confuso, tudo é feito a passos de tartaruga. Sairá esta linha nos 24 meses que afirmam agora? E quem afirma é o nosso querido governador, Aidemim, desculpe, Alkmin.
Ele também diz que a linha deverá depois ser estendida até o Guarujá e a Praia Grande. Pergunto: por que depois e não já? A população da parte continental de São Vicente e do município da Praia Grande é bem grandinha para absorver esse trem. Até 1997, o trem da FEPASA que fazia a linha Santos a Juquiá, no Vale do Ribeira, era bastante concorrida. Em novembro, acabaram com ela. Motivo? Falta de vontade, mesmo.
Fora isso, tinha o TIM, operado pela CPTM, que durou de 1990 até 1999. Ligava Santos a Samaritá. Também acabou, dois anos mais que a linha de Juquiá. Corriam na mesma linha.
Com isso, os usuários passaram a depender de ônibus que passam por ruas cheias de lombadas e valetas e com trânsito carregadíssimo, especialmente nas férias e em fins de semana. O motivo para se acabar com os trens simplesmente não existia. Foi desleixo, mesmo, e, com certeza, também por pressão de empresas de ônibus.
Vamos ver se agora se cria vergonha na cara e se repõe o trem, como VLT, no caso. O Ceará está dando um banho em São Paulo em termos de transporte por VLTs. Vamos deixar isso barato?
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