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segunda-feira, 19 de junho de 2017

OS TRILHOS DA REVOLUÇÃO DE 1930 NO PARANÁ

Aqui, o General Rondon posa meio triste por ter sido capturado em seu próprio trem em Marcelino Ramos pelas tropas de Vargas. 

A revolução de outubro de 1930 marcou o Brasil por muito tempo. A vitória de Getulio Vargas, depondo o presidente Washington Luiz, levou o primeiro a estar à frente de um governo que duraria por 15 anos (1930-45), tendo ainda um "puxadinho" de mais três anos e meio (1951-54), que somente acabou quando Vargas enfiou uma bala no próprio peito.

Aqui, a artilharia dos revoltosos partem de Sengés para um combate em Morungava, do qual sairiam vencedores. Usariam transporte animal e carroças nesta empreitada. Reparem que a linha férrea da São Paulo-Rio Grande passa pela ponte.

Sem discutir aqui a política e as consequências de tudo isto, achei interessante colocar alguns dados da parte ferroviária da revolução de 30, encontradas numa revista especial emitida na época, da qual não tenho capa nem o próprio nome.

Aqui, Assis Chateaubriand posa ao lado da locomotiva. Ele apoiava os revolucionários.

Trata-se aqui do movimento feito pelo trem que conduziu Vargas ao Rio de Janeiro, passando pelas linhas da Viação Ferrea do Rio Grande do Sul, da E. F. São Paulo-Rio Grande e da Sorocabana - para, em São Paulo, seguir para o Rio de Janeiro pela Central do Brasil, o que obrigou Vargas a descer numa estação e seguir para outra, por causa da diferença de bitolas.


Acima, as tropas e seus animais embarcavam em Itararé. Abaixo, um mapa de combates ao longo do ramal do Paranapanema e do rio Itararé, no Paraná.


domingo, 14 de fevereiro de 2016

A FALSA MORTE DE MIGUEL COSTA EM SENGÉS, PR (1930)


Em 14 de outubro de 1930, o jornal paulistano Folha da Manhã (atual Folha de S. Paulo) publicou na primeira página a notícia reproduzida acima, reportando a morte do então ex-Major Miguel Costa, da Força Publica de São Paulo.

Era falsa. Não se sabe de onde a Folha tirou a notícia, mas, como aliado de Getulio Vargas, a sua "morte" foi bem recebida por defensores das forças legalistas de Washington Luiz, então Presidente da República. Ele seria deposto dez dias depois.

Não fui atrás de desmentidos do jornal. O fato é que ele não estava morto e, talvez, nem estivesse em Sengés - que é a cidade paranaense que faz divisa com a cidade de Itararé, esta em São Paulo.

Três semanas mais tarde, ele estaria no mesmo trem que trouxe o triunfante Getulio Vargas do sul do país para São Paulo.

Se não houve nenhum desmentido do jornal até o dia 24 de outubro, depois ficou difícil: com seus escritórios e oficinas invadidos e destruídos ("empastelado", como se dizia então) pelo povo nesse mesmo dia, o jornal somente voltaria a circular no Natal.

E Miguel Costa assumiria como comandante das milícias de Vargas em São Paulo, ficando no cargo até pouco antes da Revolução de 1932.