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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

DE LINS A TUPÃ

A estação de Tupã. Reformada em 1968, ganhou nesse ano a cobertura metálica, que é vista na foto, da estação ferroviária de Guatapará, que acabara de ser desativada

Ontem, dia 28, depois de deixar Lins quase ao meio-dia, segui para Tupã. Saí de Lins pela BR-153, uma das raras (graças a Deus!) estradas federais do Estado. Andei cerca de 20 km por ela, cheguei a Getulina (um sacrilégio, uma cidade em São Paulo com o nome do ditador comedor de criancinhas) e ali mudei para a SP-363. Seriemas cruzando a pista e gaviões sobre mourões à parte, a rodovia estadual estava muito melhor do que a federal.

Uma das casas em Santa América. Esta está abandonada.
Passei por um vilarejo chamado Santa América, com meia dúzia de casas antigas caindo aos pedaços e parte abandonadas. Típico resto de colônia de fazenda. Também passei por um bairro chamado Marco Oito (nome simpático) e cheguei a Queiroz, sede de município. Coisa de político, pois com aquele tamanho não devia nem ser distrito. Nada de bonito por ali, exceto a curiosidade de duas chaminés na saída da cidade, restos de alguma usina ou cerâmica demolida, com uma placa de construção de uma praça com nome de um japonês. Aliás, para cruzar a cidade, não deu três minutos de carro.

Rio Feio - também chamado de Aguapeí, visto da ponte da BR-153, sentido foz.
O local seguinte foi Juliânia, um bairro pequeno. A seguir, a chegada em Tupã. Entra-se em Tupã - pelo menos quem vem de Lins - por uma avenida que é continuação da estrada. Parece que noventa por cento do comércio da cidade está nela. A cidade é bem grandinha: pelo tamanho, deve estar perto de 100 mil habitantes. Não conferi. A estação da Paulista ainda esstá lá em petição de miséria. Trem é raridade, cargas só muito de vez em quando. As linhas estão cobertas de mato.

Chaminés na saída de Queiroz. O que havia junto foi derrubado.
Não achei nem uma casa que me desse vontade de fotografar. Apenas achei curioso o portão do estádio local e, claro, fotografei a estação, mas já tinha plena consciência de como ela estava, pelas fotos enviadas a mim pelos meus "correspondentes" do site das estações. Uma pena. Aliás, talvez pelo fato de a cidade ter sido fundada cerca de 6 anos antes (1935) de a Paulista passar com seus trilhos por lá (1941), o centro é relativamente longe da estação. Ou seja, a cidade já não era tão pequena quando os trilhos chegaram, tendo eles sido colocados no limite urbano de então. E quem descia em Tupã tinha certamente de se utilizar de alguma condução para seguir para o centro, a pé ficava difícil.

Portão do estádio de futebol de Tupã.
Rio Cainqangue, visto da SP-383.
Rio Tibiriçá, visto da SP-383.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

VISITANDO PIRAJUÍ

Parte da fachada da estação abandonada de Pirajuí.


Na minha pequena volta pelo interiorzão de São Paulo, naquela parte que há cem anos atrás ainda era "terra desabitada e povoada por índios", pernoitei nesta noite que passou em Pirajuí. Um hotelzinho simpático na avenida de acesso à cidade (Pirajuí Plaza Hotel), atei as cordas do meu Toyota e fui dormir.


Uma das belas casas da cidade.

Antes, porém, já noite, resolvi dar uma volta de carro pela cidade. Nem precisava, pois com quatro quarteirões eu já estava na praça central. Comi um sanduíche - não achei restaurante algum (não devo ter procurado bem - será?). De manhã, outra vez fui à cidade antes de seguir viagem. Fui primeiro à estação. Sem surpresa para mim, pois conhecia inúmeras fotos dela, um abandono total e ruínas de dar dó.


Outro casarão de Pirajuí.

O pessoal fez um bom trabalho nesse sentido, considerando que só faz 18 anos que a estação foi fechada, com o fim dos trens da Noroeste em 1992. O curioso é que o bairro mais novo e chique da cidade fica junto à estação - e para atingi-lo precisamos passar por um viaduto sob a linha que é quase um bueiro, em curva e por onde passa um carro somente por vez. Segurança máxima! Para completar, sobre o bueiro há uma placa do DNIT dizendo que o viaduto é de propriedade dele.


Velhas casinhas de madeira dos primórdios da cidade ao longo do antigo leito do velho ramal.

Também deu para ver onde era a estação velha, aquela do ramalzinho que vinha de Presidente Alves, entre 1925 e 1948 (nesse ano a linha-tronco foi "endireitada" e a cidade foi incorporada a ela, desaparecendo o ramal). Estava na cara: na entrada da cidade, há uma rua típica de ferrovia, com armazéns mais antigos e na parte mais baixa da cidade. Confirmei com uns velhinhos na praça - um deles me disse que se casou em 1944 e veio de vapor para a cidade ainda no trenzinho do ramal. O que é no local da antiga estação hoje? Claro, uma rodoviária - a velha estação foi derrubada quando entregaram a nova do outro lado da cidade.


A cidade acaba ali...

Há ainda umas casas velhas e interessantes na cidade, que é bem pequena - dá para ver onde ela acaba, basta ver a fotografia que fiz e pus nesta postagem, logo acima. Não demorou muito, peguei de novo o Toyota e segui viagem pela Marechal Rondon. Entre Pirajuí e Lins, bem como entre Bauru e Pirajuí, nenhuma cidade chega à rodovia - por isso, não entrei em nenhuma delas. Somente as citadas chegam.

Em Lins, nenhuma grande novidade, apenas passei para conhecer pessoalmente um amigo de Internet, o Daniel, que me recebeu muito bem. Gente fina é realmente outra coisa.