O jornal da região mostra o assunto em SamaritáO mesmo Marcos Nobrega que me enviou as fotografias tristes do túnel do Marapé em Santos, no último sábado, parece que complementou a notícia hoje, mostrando a Cracolândia na parte continental do município vizinho, São Vicente (sim, o primeiro município instalado no Brasil há já 479 anos).
Trata-se da aqui já comentada Samaritá, antes um importante entroncamento da linha que descia de Mairinque para o porto de Santos e da que seguia dali para Juquiá. Com a desativação da linha para o porto, em 2008, sem nenhuma preocupação de se retomar a linha de passageiros que ali existiu até 2000 (o saudoso TIM), o local, outrora estação ferroviária, oficinas, depósito, local de lavagem de vagões e outros quetais da Sorocabana e da FEPASA está virando poeira.
E o jornal, para piorar as coisas um pouquinho, escreve o inaceitável "tá" no lugar de "está"Como sempre, o que é desativado vira ponto de encontro dos rapazes maus das famílias boas e das meninas boas das famílias más, além de hoje, claro, tráfico de drogas e do crack assassino. E por causa deste, forma-se a famosa cracolândia, terra de ninguém onde vivem vagando como zumbis os desgraçados que se meteram no vício.
É inacreditável e inadmissível que os governos federal, estadual e municipal lavem as mãos deixando esse pessoal vagar por aí sem ajuda alguma, sem cuidar da segurança das pessoas ameaçadas por alguns deles. É incrível que aleguem que a lei não permite que se os leve sem que eles queiram para abrigos ou para tratamento. Como se esse pessoal tivesse capacidade de julgamento para o que quer da vida.
Ora, se a lei não permite, que se mude a lei JÁ. Que se mexam deputados vereadores, juízes, povo interessado, mas se mexam de forma concreta, sem se sujeitar à burocracia imbecilizante que trava tudo neste país.
E em Samaritá, túnel do Marapé, rua Helvétia em São Paulo, interior de Pernambuco (como saiu no jornal O Estado de S. Paulo deste domingo) e trocentos outros lugares espalhados por este país de Deus, quem vive ali, SALVE-SE QUEM PUDER.
