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sábado, 4 de julho de 2015
OUTRAS REALIDADES: FANTASIAS NUMA NOITE FRIA
Adoro essas bobagens de "realidade alternativa" ou de "história alternativa". Eu sempre me diverti com isso; acho que é por isso que adoro histórias em quadrinhos, principalmente de super-heróis.
Quem acha que fico fuçando sobre história das ferrovias o dia inteiro, vai se decepcionar.
Há poucos dias, li uma ou outra notícia sobre o dia em que acenderam o estopim da Primeira Guerra Mundial em Serajevo - 28 de junho de 1914. Completou-se então 101 anos desde o assassinato do Arqueduque Franz Ferdinand, ou Francisco Ferdinando, da Austria, fato que, depois de um mês de discussões sobre responsabilidades, acabou, em 28 de julho, tornando-se o estopim da guerra - neste dia, as canhoneiras austríacas bombardearam a cidade de Belgrado, na Servia, a partir do rio Danubio.
E aí, fiquei coçando a cabeça: e se... ("e se..." é o início da pergunta clássica da histórias alternativas) e se a Primeira Guerra Mundial tivesse sido evitada na última hora?
Na nossa realidade, o bombaerdeio da Servia pelos Imperio Austro-Hungaro levou à declaração de guerra do Imperio Russo à Austria, que levou à declaração de guerra do Imperio Alemão à Russia, que levou à declaração de guerra da França e da Inglaterra à Alemanha, por efeito das alianças que existiam nessa época.
Vamos imaginar que, no meio de todo esse nó de declarações de guerra, aparecesse algum governante que subitamente teve a cabeça iluminada e, que, antes de ordenar o embarque dos seus soldados nos trens que os levariam ao front (fato muito comum nessa época e que foi o que efetivamente aconteceu), resolveu telefonar (sim, telefones já existiam desde o final da década de 1870) a pelo menos um deles para dizer: meu Deus, estamos loucos? Não seria menos doloroso e menos custoso sentarmos para discutir o assunto seriamente?
Pouco provável, visto que havia diversos fatores que favoreciam a eclosão de uma guerra naquela época: primeiro, ainda havia a mentalidade de que "guerras eram um fato relativamente corriqueiro"; segundo, os governantes dos países envolvidos nas seguidas declarações que se sucederam entre 28 de julho e 10 de agosto estava já convencida de que a guerra seria inevitável; terceiro, o fato de que um mês de negociações e discussões entre a Austria e a Servia era mais do que suficiente para que eles chegassem a um acordo; se não chegassem, todos sabiam que a Austria atacaria; quarto, os governantes, em geral, tinham em suas mentes que essa guerra seria rapida e que "no Natal, todos já estariam de volta a suas casas".
O que mais me espanta é os reis, presidentes e imperadores que deixaram a guerra escorrer pelas suas mãos tenham se deixado levar por um assunto que era local, entre a Austria e a pequena Servia. Que interesses teria a Inglaterra na Servia? Ou a França? Ou, por que os interesses da Russia em pressionar a fronteira alemã, poderiam fazer França e Inglaterra declarar guerra à Alemanha, eles, que o fizeram porque tinham uma aliança com a Russia, mas por sua vez estavam do outro lado da Europa?
Por outro lado, o povo poderia até pensar que a guerra era corriqueira, mas não a queria
Enfim, durante o período entre "os dois dias 28",Franç, Inglaterra, Alemanha e Russia realmente tinham ideia que iriam se enfrentar por causa da Servia?
É por isto, exatamente, que um dos Imperadores ou Presidentes dos países envolvidos poderia ter sido repentinamente "iluminado" e propusesse um cessar-fogo... antes de ele se iniciar.
E vamos supor que isso efetivamente contivesse os primeiros ataqies, levando, no dia seguinte, a uma declaração conjunta afastando a possibilidade de uma guerra. Ainda por cima, eles tentariam convencer a Austria a deter a invsão da Servia, já em andamento então desde 28 de julho. E conseguiriam (para sorte da Austria, porque, na nossa realidade, eles acabaram derrotados pelos servios até o final de 1914).
Na "nossa" historia alternativa, então, a Primeira Guerra Mundial não existiu. Por causa disso, diversos eventos que tiveram como causa principal essa guerra também não existiram: a Revolução Russa, a intervenção americana nela, a grande inflação alemã de 1923, o declínio das finanças da Inglaterra, da França, da Alemanha e da Russia, o desmembramento do Imperio Austro-Hungaro, a onstituição de diversos novos países europeus (como a Checoeslováquia, a Iugoslávia, a reconstituição da Polonia, os países bálticos, ao assassinato dos Romanov, a formação da União Soviética... e, principalmente, não haveria a Segunda Guerra: o morticínio de pelo menos vonte milhões de mortos foi evitado.
Simples assim? Não sei. Existiriam uma série de outros eventos que poderiam gerar algo completamente diferente, que nem nos passaria pela cabeça.
E devemos nos lembrar que a guerra, por pior que seja, apressa o desenvolvimento tecnológico; por isso, talvez não terminássemos o século XX com um desenvolvimento menor do que o que efetivamente tivemos: teríamos televisão em alta definição? computadores pessoais? telefones celulares? A indústria automobilística com os tipos de automóveis que temos hoje? A decadência ferroviária? Os países não sofreriam as modificações geográficas e politicas que temos hoje?
E a economia, seria favorecida em geral? (Possivelmente teria seguido caminho muito parecido) E os governos, mais ou menos autoritários do que são hoje? (Possivelmente mais) E o comunismo e o socialismo? Teriam tido tanta facilidade para se propagar, como o fizeram até os anos 1970? (Possivelmente não teriam tanta facilidade) Os impérios alemão, austríaco, inglês, francês e russo ter-se-iam mantido? (Possivelmente, por mais algum tempo, mas não sobreviveriam no século XXI) A supremacia americana seria hoje tão grande como o é? (Possivelmentenão tanto) E a decadente China do início da Primeira Guerra ter-se-ia transformado no que ela é hoje, cem anos depois? (Possivelmente nem tanto) A pobreza seria contida? (Possivelmente não) A população mundial estaria maior do que é hoje, de 7 milhões de habitantes? (Possivelmente sim)
Minhas respostas são enormes chutes num quase escuro... não tenho tanto conhecimento e cultura assim para dar uma posição mais abalisada sobre minhas próprias perguntas. Divirtam-se em responde-las.
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sexta-feira, 17 de outubro de 2014
ASPECTOS INTERESSANTE DA PRIMEIRA GRANDE GUERRA EM 1915
O desespero da Austria-Hungria já veio cedo na guerra. Desenho de março de 1915
.
Já deu para ver, quem acompanha meu site, que o assunto "Primeira Guerra Mundial" me fascina. Não sou especialista, estou muito longe disso, mas cada vez que aparece alguma coisa nova sobre ela, lá vou eu ler.
Aqui foi bem difícil. Peguei uma série pequena de fotos e mapas - mais precisamente, uma foto e alguns mapas - meio aleatoriamente, na revista Lectures pour Tous, francesa, que saía nessa época e cujas reportagens eram praticamente somente sobre o que ia acontecendo na carnificina ali ao lado - mas que jamais chegou a Paris, pelo menos nessa guerra em particular.
A revista era feita em Paris, claro.
Mas qual seria a minha dificuldade? Simples - jamais aprendi francês. Então, essas revistas caíram-me às mãos, todas entre o fim de 1914 e o início de 1915, como um presente de um amigo, que me a deu há cerca de uns... trinta anos.
Eu já a havia folheado, mas atualmente estou tentando decifrá-la. Como ela tem muitas fotografias e desenhos, fixo-me, claro, nele, pois aí, com textos curtos e referindo-se às figuras, fica menos difícil tentar entender.
No desenho no topo deste artigo, um mapa da Áustria-Hungria no início de 1915, mostra seu Imperador, Francisco José (Franz Josef) já meio caduco, tentando se livrar das tenazes que o machucavam - ou tentavam fazê-lo. O Império Austríaco, por tudo que li até hoje sobre a guerra, praticamente só apanhou durante a guerra. Muito mais do que a Alemanha, seu aliado, mas que durante os pouco mais de quatro anos de luta, conseguiu manter seu Império, comandado por Guilherme II (Wilhelm), quase totalmente intacto, sem grandes invasões.
Couraçado alemão no canal de Kiel, ao norte, próximo à Dinamarca. O canal liga o mar Baltico ao mar do Norte cortando o sul da península da Jutlândia. Sobre o navio, uma ponte de um ramal ferroviário que liga a linhaférrea a uma siderúrgica alemã, vista à esquerda da foto
.
A Alemanha perdeu a guerra porque resolveu se entregar em novembro de 1918, já sem recursos, principalmente alimentos. Todas as suas importações não chegavam mais, pois ela atuava como inimiga praticamente do mundo inteiro. Outra razão: os austríacos eram tão fracos - eles que começaram a guerra atacando a pequena e antiquada Servia, mas, cinco meses depois, em dezembro de 1914, levaram uma surra dos aguerridos guerreiros sérvios. Enfim, eles eram tão fracos que, no final de outubro de 1918, quando renderam-se esfacelados, com seu império já começando a se desmontar entre os povos que o constituíam, deixaram seus aliados alemães sem condições de conter uma nova frente de guerra - a terceira, no caso.
Logo acima, um mapa do canal de Kiel, entre o Schleswig e o Holstein alemães. No final da guerra, o Schleswig foi entregue à Dinamarca.
Do outro lado da Europa, a frente alemã e austríaca contra a Russia: vejam no mapa logo acima as cidades, regiões e divisas. Ali havia um problema: desde 1795, a Polonia não existia como nação autônoma e estava dividida entre a Alemanha, a Russia e a Áustria. Os três exércitos estavam em guerra em 1915. alemães e austríacos contra russos. Havia poloneses em todos eles. Como fazer poloneses lutar contra poloneses quando o desejo de união formando novamente a velha Polonia independente somente vingaria se pelo menos dois países perdessem a guerra?
E, finalmente, uma ferrovia com ramais na Polônia de então - mapa aqui logo acima. Seria possível que essa ferrovia e esses ramais ainda existam, depois da destruição havida aí nessa guerra e principalmente na Segunda Guerra de 1939-45? Eu não fui checar. Fica a curiosidade. Aparecem no mapa o rio Vistula e também a fronteira russo-alemã da época. Varsóvia ficava, então, na Russia.
Assim, com pequenos retalhos, pode-se aprender algo sobre a "Guerra do Kaiser", como minha avó, na época com vinte anos apenas, a chamava.
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Já deu para ver, quem acompanha meu site, que o assunto "Primeira Guerra Mundial" me fascina. Não sou especialista, estou muito longe disso, mas cada vez que aparece alguma coisa nova sobre ela, lá vou eu ler.
Aqui foi bem difícil. Peguei uma série pequena de fotos e mapas - mais precisamente, uma foto e alguns mapas - meio aleatoriamente, na revista Lectures pour Tous, francesa, que saía nessa época e cujas reportagens eram praticamente somente sobre o que ia acontecendo na carnificina ali ao lado - mas que jamais chegou a Paris, pelo menos nessa guerra em particular.
A revista era feita em Paris, claro.
Mas qual seria a minha dificuldade? Simples - jamais aprendi francês. Então, essas revistas caíram-me às mãos, todas entre o fim de 1914 e o início de 1915, como um presente de um amigo, que me a deu há cerca de uns... trinta anos.
Eu já a havia folheado, mas atualmente estou tentando decifrá-la. Como ela tem muitas fotografias e desenhos, fixo-me, claro, nele, pois aí, com textos curtos e referindo-se às figuras, fica menos difícil tentar entender.
No desenho no topo deste artigo, um mapa da Áustria-Hungria no início de 1915, mostra seu Imperador, Francisco José (Franz Josef) já meio caduco, tentando se livrar das tenazes que o machucavam - ou tentavam fazê-lo. O Império Austríaco, por tudo que li até hoje sobre a guerra, praticamente só apanhou durante a guerra. Muito mais do que a Alemanha, seu aliado, mas que durante os pouco mais de quatro anos de luta, conseguiu manter seu Império, comandado por Guilherme II (Wilhelm), quase totalmente intacto, sem grandes invasões.
Couraçado alemão no canal de Kiel, ao norte, próximo à Dinamarca. O canal liga o mar Baltico ao mar do Norte cortando o sul da península da Jutlândia. Sobre o navio, uma ponte de um ramal ferroviário que liga a linhaférrea a uma siderúrgica alemã, vista à esquerda da foto
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A Alemanha perdeu a guerra porque resolveu se entregar em novembro de 1918, já sem recursos, principalmente alimentos. Todas as suas importações não chegavam mais, pois ela atuava como inimiga praticamente do mundo inteiro. Outra razão: os austríacos eram tão fracos - eles que começaram a guerra atacando a pequena e antiquada Servia, mas, cinco meses depois, em dezembro de 1914, levaram uma surra dos aguerridos guerreiros sérvios. Enfim, eles eram tão fracos que, no final de outubro de 1918, quando renderam-se esfacelados, com seu império já começando a se desmontar entre os povos que o constituíam, deixaram seus aliados alemães sem condições de conter uma nova frente de guerra - a terceira, no caso.
Logo acima, um mapa do canal de Kiel, entre o Schleswig e o Holstein alemães. No final da guerra, o Schleswig foi entregue à Dinamarca.
Do outro lado da Europa, a frente alemã e austríaca contra a Russia: vejam no mapa logo acima as cidades, regiões e divisas. Ali havia um problema: desde 1795, a Polonia não existia como nação autônoma e estava dividida entre a Alemanha, a Russia e a Áustria. Os três exércitos estavam em guerra em 1915. alemães e austríacos contra russos. Havia poloneses em todos eles. Como fazer poloneses lutar contra poloneses quando o desejo de união formando novamente a velha Polonia independente somente vingaria se pelo menos dois países perdessem a guerra?
E, finalmente, uma ferrovia com ramais na Polônia de então - mapa aqui logo acima. Seria possível que essa ferrovia e esses ramais ainda existam, depois da destruição havida aí nessa guerra e principalmente na Segunda Guerra de 1939-45? Eu não fui checar. Fica a curiosidade. Aparecem no mapa o rio Vistula e também a fronteira russo-alemã da época. Varsóvia ficava, então, na Russia.
Assim, com pequenos retalhos, pode-se aprender algo sobre a "Guerra do Kaiser", como minha avó, na época com vinte anos apenas, a chamava.
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Primeira Guerra Mundial
sábado, 28 de junho de 2014
28 DE JUNHO DE 1914: O REAL FIM DO SÉCULO XIX
Há exatamente cem anos, aconteceu no dia 28 de junho de 1914 o incidente que serviu de pretexto para o início da Primeira Guerra Mundial: o arquiduque Francisco Ferdinando (ou Franz Ferdinand), herdeiro do trono da Áustria-Hungria, foi assassinado, ele e sua esposa, dentro de um automóvel aberto no centro da cidade de Sarajevo capital da então província da Bósnia-Herzegovina e parte do Império austro-húngaro.
A partir daí, um mês de negociações não evitou que as canhoneiras austríacas começassem a bombardear Belgrado, capital da Sérvia, a partir das águas do rio Danúbio.
Mas o que tinha a Sérvia a ver com o assassinato? Ora, Gavrilo Princip, o assassino, era sérvio, Aliás, sérvios eram uma boa parte da população na Bosnia. A Sérvia mantinha péssimas relações com o Império, relações que pioraram com a anexação da Bosnia pela Austria-Hungria seis anos antes (1908), província que pertencia ao Império Otomano e que desde 1878 era administrada pela Áustria (situação esquisita, não?)
A Servia queria essa provincia, pois considerava que ela deveria fazer parte da sonhada "Grande Servia" (que efetivamente passou a existir com o nome Iugoslávia, ou "eslavos do sul", entre o final de Primeira Guerra Mundial em 1918 e os anos 1990, quando se esfacelou). Além disso, a rivalidade entre alemãos-austríacos e húngaros, povos não eslavos, era histórica. Havia muitos eslavos no Império Austríaco, consequência de guerras contra os turcos, das partilhas da Polônia, da região da Boêmia (República Checa), conquistada havia séculos, etc.
Uma série de erros alemães, russos, franceses e ingleses nas decisões tomadas às pressas logo após o bombardeio de Belgrado em 28 de julho, um mês após o assassinato, causou realmente a guerra. Porém, o que aconteceria se esses países não houvessem interferido, prevendo que a catástrofe poderia surgir dessas decisões?
Nunca vamos saber. O fato, porém, é que a guerra entre a Austria-Hungria e a Servia foi desastrosa para ambos os países. Os austríacos tinham um exército muito maior, mais armas, eram melhor equipados, mas não participavam de guerra alguma desde a última, contra a Prussia, em 1866. Já a Servia tinha partiicipado de uma série de escaramuças, da libertação da Turquia e de duas guerras nos Balcãs durante esse período; e apesar de ter um exército bem menor e com tecnologia rudimentar, contava com um território tipicamente balcânico, com montanhas íngremes e rios em vales em forma de V, onde a melhor forma de transporte eram mulas e jegues.
Apesar do bombardeio inicial, a Austria demorou para tomar Belgrado, e por pouco tempo: Surpreendentemente, o aguerrido exército servio retomou a cidade dias depois.
Isto terminaria com uma guerra isolada contra os dois? Pelo bom senso, deveria - a Austria descobriria que o seu exército era bem mais fraco do que os orgulhosos Habsburgos julgavam. Uma rendição austríaca, no entanto, provavelmente encorajaria revoltas entre os eslavos do império e acabaria por antecipar a fragmentação da Áustria-Hungria, que viria a acontecer em novembro de 1918, logo após o final da guerra real. O orgulho do Imperador não poderia suportar isso e ele poderia simplesmente contra-atacar.
E os aliados alemães? Ficariam quietos? E os russos? Um revolta na Polõnia, por exemplo, muito provavelmente ocorreria e os países pelos quais ela se espalhava - Russia, Alemanha e Austria - teriam problemas.
Bem, o fato é que a guerra mundial existiu e ficar divagando sobre o que não ocorreu efetivamente é apenas uma diversão.
Na guerra real, a mesma Austria que a iniciou foi a responsável pelo seu término: em novembro de 1918, um exausto exército com inúmeras baixas e quatro anos de guerra e previsão de mais problemas com a entrada dos americanos na guerra, pediu o armistício com os aliados. A Alemanha, que pouco havia sofrido em termos de destruição dentro de seu território que a França e a Inglaterra pouco conseguiram avançar pela frente ocidental alemã, ficava agora altamente vulnerável pelo sul, pois os Habsburgos colocaram a sua infra-estrutura, inclusive estradas e ferrovias, à disposição dos aliados - já a frente oriental, a Russia, havia capitulado no final de 1917, com a deposição do czar e o avanço da efêmera republica de Kerenski e finalmente a tomada de poder pelos comunistas de Lenin.
Aí, sim, prevaleceu o bom senso: os alemães não pagaram para ver. Jogaram a bandeira branca, mesmo com a teimosia do Kaiser Guilherme II, que acabou fugindo para a Holanda. Ludendorff e Hindenburg se entenderam com os aliados.
Finalmente, o mais intrigante: Francisco Ferdinando era, entre os que mais mandavam no Império, o único considerado apto a contornar por diplomacia a crise com a Servia, por suas características e atuações anteriores na política austríaca. Porém, como sabemos, entre 28 de junho e 28 de julho ele estava morto. Gavrilo Prinzip, ativista da organização servia e bosníaca "Mão Negra", sabia disto? Ele errou? Matou exatamente quem não devia matar? Ou ele matou justamente para acender a fogueira?
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