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domingo, 22 de outubro de 2017

SÃO PAULO: 93 ANOS DEPOIS, A VARZEA DO CARMO


Anuncio do loteamento em 1924 (O Estado de S. Paulo).

Os quarteirões existentes entre o morro do Pátio do Colégio, a rua Barão de Duprat e a várzea do rio Tamanduateí, em frente de onde apareceu logo depois o Parque Dom Pedro II (hoje uma pálida amostra do que foi) foram loteadas em junho de 1924.

De local chic que era para ser, tornou-se hoje zona comercial com uma série de problemas.


Mapa do loteamento em 1924 (O Estado de S. Paulo).


Os mapas do loteamento Varzea do Carmo e o que o bairro é hoje são mostrados aqui. Algumas ruas e pedaços de ruas foram extintas em modificações posteriores. O Mercado ainda não existia, mas já aparecia como a ser construído e o Palácio das Indústrias, recentemente aberto, eram os chamativos para os potenciais compradores de lotes.


Mapa do loteamento em 1924, alguns dias após o anterior, mostrando lotes já vendidos (hachurados) entre a Avenida do Exterior e a rua 25 de Março (O Estado de S. Paulo).


Os quatro mapas têm o norte no sentido para a esquerda deles.


A região em 2017 (Google Maps)

Bem próximo dali, também se instalou, bem mais tarde, um enorme terminal de ônibus e uma estação de metrô.

Pouca gente mora por ali.

Algumas ruas mudaram de nome. O Aterrado do Carmo tornou-se parte da avenida Rangel Pestana, então sua continuação. A rua Americo Brasiliense (canto esquerdo superior do mapa) tornou-se a rua Professor Euripedes Simões de Paula. A rua Ytobi virou rua Cavalheiro Basilio Jafet. A rua Pagé tornou-se a rua Comendador Afonso Kherlakian. A rua Anhangabahu virou rua Carlos de Souza Nazaré (e a parte inicial dela, entre a São João e a curva para passar debaixo do viaduto da rua Florencio de Abreu, virou avenida da Luz e depois Prestes Maia).

(Este artigo foi atualizado em 1/11/2017)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

COMO SE POVOA UMA MEGALÓPOLE

Bairro de Engenheiro Goulart, em 1951

A cidade de São Paulo era, até os anos 1860, advento da ferrovia São Paulo Railway, uma cidade cujos limites era o que hoje se chama de "centro velho": o Triângulo (ruas São Bento, 15 de Novembro e rua Direita), o Pátio do Colégio, a Praça da Sé e uma ou outro princípio de estradas que mais tarde se tornaram ruas ou avenidas movimentadas.
Alto de Pinheiros, 1940

A partir de então, a cidade começou a crescer e rapidamente.
Vila Helena, bairro na confluência das atuais avenidas dos Bandeirantes e Vereador José Diniz, 1938

Em 1950, atingiu seu primeiro milhão de habitantes nos limites de seu município. Hoje tem cerca de 11 milhões.
Chácara Ingleza, bairro na confluência das avenida Jabaquara e rua Luiz Goes, 1938

Para chegar a isso, foi enchendo de forma desordenada seus espaços vazios com loteamentos, grandes e pequenos, que foram aparecendo até os dias de hoje.
Jardim Novo Mundo, 1940, bairro na confluência das atuais avenidas Santo Amaro e Bandeirantes. Notar que a "avenida Brig. Luiz Antonio" nada mais era que a av. Santo Amaro - afinal, uma é continuação da outra. Mas esse trecho jamais teve esse nome como está no mapa

Aqui nesta postagem são mostrados alguns lançamentos de bairros na cidade de São Paulo. Os anúncios foram publicados no jornal Folha da Manhã, atual Folha de São Paulo.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

HOTEL DO OESTE 1933

Acervo Ralph M. Giesbrecht/Sud Mennucci

O Hotel do Oeste era um dos melhores hotéis de São Paulo na primeira metade do século XX. A fotografia acima do seu interior mostra uma festa-homenagem no dia 5 de fevereiro de 1933. Há citações do endereço do hotel no largo de São Bento, "Hotel d'Oeste", que já existia em 1887, sendo também citado o nome "Grande Hotel d'Oeste".

Ficava no largo de São Bento e pegou fogo em 1900. Deste prédio existem algumas fotografias no largo de São Bento, no exato ponto onde hoje é a esquina da rua de São Bento com a rua da Boa Vista, demolido nos anos 1960 para as obras do metrô.

É curioso que eu até alguns anos atrás tinha certeza de que este hotel ficava no Pateo do Colégio, em frente ao reconstruído Colégio Jesuítico. Porém, quando doube que seu endereço era outro, fiquei pensando: o que era aquela placa escrita "Hotel do Oeste" que existia na porta, ou sobre a porta daquele prédio, nos anos 1980, que eu teria visto com meus próprios olhos?

Há a hipótese de que seja a famosa peça que às vezes a memória nos prega. Ou então, que o Hotel tenha se mudado para aquele endereço em algum momento. Ou ainda que fosse outro hotel com o mesmo nome. O fato é que se existiu esse hotel nos anos 1980, deveria ser uma espelunca. O Pateo do Colégio não é o local bonito que foi até os anos 1930-40 na Capital paulista.

Até quando terá existido este hotel? O hotel de 1933 seria o mesmo que pegou fogo em 1900? Ou já seria outro, em outro endereço? Li algures, há um bom tempo, que o endereço dessa festa não era no Pateo do Colégio... então, afinal, existiu um Hotel do Oeste no Pateo ou não? E se existiu, seria ainda o mesmo?