Estação do Tramway da Cantareira em sua inauguração em 1915 (Revista O Pirralho)
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Em 1895, apenas 15 anos após a separação de Guarulhos criando seu município (na época, Conceição de Guarulhos), tentou-se anexar o distrito de paz da Penha de França (mais conhecida como Penha), pertencente, como hoje, ao município da Capital.
O Estado de S. Paulo, 21/6/1895
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Na época, deputados que eram sensatos e pensavam com a cabeça e não com o bolso, como fazia na Comissão de Redivisão Municipal dos anos 1930 meu avô Sud e seus colegas, disseram não e colocaram a razão na mesa, indiscutível.
Notar que o que citam como no item 5o como "rua edificada e habitada" era a Estrada da Intendência, depois renomeada como Avenida Celso Garcia, e que conheciam as regras da época, que exigiam que os municípios existentes tivessem um mínimo de renda. Se fossem adiante com a aprovação da anexação, o Presidente do Estado na época (Bernardino de Campos) provavelmente faria o contrário, ou seja, reverteria Guarulhos para distrito de São Paulo, pois a cidade não possuía este mínimo (ver itens 8 e 9).
Hoje, Guarulhos é a segunda cidade em população do Estado, com mais de 1 milhão e 200 mil habitantes e teve ferrovia de 1915 a 1965, a Cantareira, sempre com serviços abaixo da crítica. Apesar de tudo isto, Guarulhos tem infraestrutura bastante precária para uma cidade com esta população e vem sido constantemente mal governada nos últimos anos. A Penha, por outro lado, tem metrô e tem trens até hoje (sim, metrô e trens são as mesmas coisas, mas ali há, afinal, duas linhas) e uma população não muito diferente da de Guarulhos. Imagine se houvesse revertido na época.
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
quarta-feira, 21 de abril de 2010
O SEMINÁRIO DA PENHA

Uma postagem muito interessante hoje no SÃO PAULO ABANDONADA,
"Só Cristo Salva o Seminário da Penha", leva-me a pensar...o que faz padres de uma congregação católica pedirem contribuições ao povo de uma região para erigirem um seminário gigantesco nos anos 1950 e quase sessenta anos depois - o que para a Igreja Católica, com seus 2 mil anos, é um período de tempo relativamente pequeno - colocar esta obra à venda para interessados derrubarem-na e construir - quase que certamente - enormes prédios residenciais ou shopping centers?
Se na Europa e na Ásia Menor - esta última, o berço do Cristianismo - as construções são preservadas, por que no Brasil, supostamente o maior País católico do mundo, elas se mantém somente por 50 anos? Talvez ela não seja o mais lindo templo católico do mundo, mas certamente é uma bela construção. Precisa ser velha - 500 anos, 1000 anos, 1500 anos, para ser bonita?
E o que dizer aos contribuintes voluntários desta construção ou a seus descendentes sobre a decisão tomada pelos padres? Que agradecem a sua contribuição, mas vão derrubá-la e vender seu terreno - ou vender a construção já sabendo que será derrubada, ou simplesmente que não se interessam mais por ela após somente 50 anos?
Vão então devolver o dinheiro a essas pessoas com juros e correção monetária? Vão transformá-las em beneficiárias do dinheiro arrecadado pela venda? Ou vão dar uma sonora banana para eles? É assim que vocês, padres católicos, agradecem as suas contribuições cinquentenárias?
Excelente exemplo vocês estão dando para os seus fiéis do maior País católico do mundo. Depois, não sabem porque é que estão perdendo seguidores por aqui. Fica, realmente, difícil mantê-los ou ganhar novos, com atitudes como esta.
Parabéns pelo cinismo e insensibilidade, senhores padres da Penha e arredores. Vou me lembrar de vocês queimando no inferno.
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