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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
MEMORIAS DE SÃO PAULO (3): AVENIDA GENERAL OLYMPIO DA SILVEIRA
Jornal A Gazeta, 1953.
Uma das vias sucessoras do antigo caminho para Campinas, a avenida General Olimpio da Silveira se estende sobre a estrada velha no trecho entre a atual Praça Marechal Deodoro (no cruzamento com a avenida Angélica) e a Igreja de São Geraldo, no cruzamento com a rua Cardoso de Almeida(antiga rua Tabor).
O alargamento deste trecho foi iniciado em meados dos anos 1920. Em 1924, a praça Marechal Deodoro já estava em obras. Em agosto de 1937, este trecho da rua das Palmeiras, já duplicado, foi alterado para o nome do general, com uma inauguração festiva com colocação das novas placas nas esquinas. Até então, era um prolongamento da rua das Palmeiras.
A fotografia acima foi tomada em janeiro de 1953 por um jornal paulistano. O motivo: olhando de relance, parece que o bonde elétrico da CMTC está sendo puxado por um animal, como eram os bondes paulistanos do século XIX.
A rua ao fundo pode ser a rua Margarida. É apenas uma suposição de minha parte.
Vale também ressaltar que, desde 1969, toda essa avenida está coberta pelo controvertidíssimo "Minhocão", via elevada que também cobre toda a rua Amaral Gurgel e a parte final da avenida São João.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
DILEMAS DO TRANSPORTE PÚBLICO SOBRE TRILHOS
Monotrilho em construção na Vila Prudente - foto Sérgio Neves, Agencia Estado, publicada hojeContinuam saindo notícias nos jornais falando sobre o problema das superlotações dos trens da CPTM e do metrô, e também sobre as queixas de moradores sobre os monotrilhos elevados que serão construídos passando pela Vila Prudente e pelo Morumbi. Ao mesmo tempo, há reclamações de moradores de Higienópolis por causa da construção de uma estação na avenida Angélica.
A superlotação é um problema de difícil solução. Dizem que ela existe por causa de mau planejamento por parte das empresas na construção das linhas, mas será verdade? Quem consegue realmente prever o crescimento da demanda ao longo das linhas construídas? Quando a Light traçava suas linhas de bondes, ela já criava bairros nos anos 1900 a 1930. Antes ainda, quando a E. F. do Norte lançou sua linha para o Vale do Paraíba em 1875 e antes, a São Paulo Railway em 1867, já estavam criando bairros.
Só que antes era controlável, era menos gente, eram muitíssimo menos casas e depois apartamentos a construir, eram muitíssimo menos carros a circular! Mas, dos anos 1970 para cá... a verdade é que a destruição de imóveis na cidade somente diminuiu em termos proporcionais nos anos 1980 e 1990 porque a crise, a inflação, maus governos, pouca construção de metrôs causaram a baixa no mercado imobiliário.
Porém, da metade dos anos 1990 para cá, os carros ficaram ainda mais baratos, a construção civil arrumou seus próprios financiamentos, a inflação quase sumiu e a renda aumentou (pelo menos, dizem!). Aí, quanto mais linhas constroem de metrô, mais cheia ela fica... ela já nasce lotada. E fazer o que? Não construir?
E os monotrilhos REALMENTE degradam os locais por que passam. Tudo se acumula em volta dos pilares por falta de limpeza e fiscalização. Visualmente são tubulões de concreto horrorosos. Vão ser pichados, pois aqui ainda existe um monte de cretinos achando que pichação é arte, dizendo que é diferente de grafiti, etc. Dizem que é frescura de nouveaux-riches que não querem a "gentalha" por ali. Pode até ser, tem gente que é assim, infelizmente. De qualquer forma, como condenar alguém por não querer sujeira e pichação em volta?
Quanto às estações... quanto maior o movimento das estações, maior a degradação em volta. Exemplos? Bom, a estação Sumaré não degradou. Não degradou porque seu movimento é muito pequeno e não porque alguém cuida mais dela do que de outras. Já a estação Marechal Deodoro, por exemplo, mantém o seu entorno sujo. Há camelôs, etc. Não vou analisar uma por uma porque seria desgastante e inútil. Só conheço um caso de boa fiscalização no entorno: a estação de Barueri, onde tudo em volta está limpo. Aliás, não existe UM camelô na cidade toda. Com certeza, há fiscalização da Prefeitura. Já na cidade vizinha, Carapicuíba, é uma sujeira enorme em volta da estação e da cidade toda...
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