terça-feira, 14 de junho de 2011

CRUZ ALTA, RS, 1930

Rua Mariz de Barros e Praça Marechal Firmino.
As fotografias da cidade de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, foram publicadas em 1930 pela revista Eu Sei Tudo.
Quartel-general da Brigada de Artilharia.
Não conheço a cidade; não tenho a menor ideia de quantos desses prédios ainda existem. Sei, no entanto, que são muito bonitos e que, como muitos outros por todo o Brasil, foram edificados num tempo em que se preocupava em construir prédios que tivessem uma certa beleza, diferente dos quadradões de hoje que abrigam órgãos públicos, teatros e outras instituições.

Sucursal do Banco Pelotense.
Realmente, não gosto da arquitetura "modernosa". Sei que esse tipo de construção mostrada nestas fotos são o horror de muitos arquitetos dos dias de hoje. Não há como se discutir... gosto, enfim, já diz o chavão, não se discute.
Outro banco (não definido na reportagem).
A cidade fica no norte do estado e tem a lhe cruzar uma linha férrea que completou já 117 anos: a linha que ligava a cidade de Marcelino Ramos, na fronteira norte com Santa Catarina, à cidade no centro do estado, Santa Maria.
Igreja Metodista.
De 1930 para hoje já são oitenta anos. Eu não era nascido e minha mãe era ainda uma criança. É inegável, no entanto, que cada um desses prédios representava um orgulho para as pequenas cidades que povoavam o Brasil de então.
Intendência Municipal.
Muitos foram sendo postos abaixo aos poucos, às vezes sem nenhum motivo mais palpável do que o de "acabar com essas velharias". Nessa época, as cidades, no entanto, ainda tinham identidade. Hoje, parecem todas iguais, com exceção do seu centro, e ele é tão mais diferente das outras cidades quanto mais construções clássicas ele contém.
Banco Nacional do Commercio.
É por isso que defendo tanto a manutenção de construções anteriores aos anos 1940 no Brasil. Para mim, o que veio depois disso foram caixotes todos iguais uns aos outros. Edifícios de apartamentos, casas, tudo.

4 comentários:

  1. Pois bem Ralph,
    Porque será que temos este impulso destruidor? Deveríamos ter a tradição dos europeus, nossos colonizardores, que apesar de terem sofrido com duas guerras recentes, conservam construções medievais. Temos muito mais espaço que eles, e no entanto destruimos para construir em cima algo mais moderno, caixotes como você menciona. Qual será o segrêdo dos alemães, italianos, portugueses?

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  2. Olhe, um dos problemas de casas antigas é a distribuição dos quartos, salas... conheço um sobrado em Pinheiros que tem hoje uns 60 anos e que o único banheiro da casa fica em baixo e os 2 dormitorios ficam em cima. Mas acho que nada que uma reforma interna não resolva. A aparencia externa mantida já é uma dádiva. A interna nem importa tanto. No fim, acho que essa distribuiçao interna á que leva muitos a porem abaixo. Fora problemas com fios, canos etc. E falta de boa vontade tambem. Falta de cultura e falta de interesse pelo que interessa às outras pessoas tambem ajuda.

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  3. Olá, Ralph! Sou de Cruz Alta, pesquiso a história dessa cidade e fiquei feliz em ver a primeira foto dessa matéria, que não conhecia. A saber, quase todos os prédios acima ainda estão em pé, com exceção das fotos n° 3 e 4.
    Aliás, o prédio da última foto, foi o Banco do Comércio, onde o escritor Erico Verissimo trabalhou nos anos 20.

    Se quiser ver mais fotos antigas e atual da Cruz Alta, visite meu blog: www.cruzaltino.blogspot.com

    um abraço!

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  4. Então, Sr. Cruzaltino: é um prazer lhe mostrar alguma coisa nova... Abraços

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