Numa postagem de 2011, contei a história da turma do Bund´s, um de meus personagens de minha infância nas histórias em quadrinhos que eu desenhava.
Então, mais de três anos depois disso, encontrei todas as minhas publicações dos anos de 1960 a 1970 que sobreviveram nos meus bagulhos. Elas foram escritas e desenhadas por este "gênio" entre seus (meus) oito e dezoito anos.
Capa de O Picapau número 52 (1967)
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Em 1967, resolvi desenhar uma sátira do Capitão América, aquele, da Marvel. Na edição número 52 da revista O Picapau (a turma do Bund´s saía nesta publicação, sempre com a tiragem limitada a uma edição apenas), a capa mostrava o Capitão América lutando contra o Super-Sujeira, seu inimigo mortal.
No final da revista, ele derrota o vilão e, na última página, faço uma reportagem histórica sobre os outros Capitães - coisa que nem o Stan Lee, criador do original, fez - mostrando os Capitães dos outros continentes: o Capitão Europa, que era um francês; o Capitão Asia, que era um chinês comunista e gostava do Mato-Tse-Tung; o Capitão África, que era de uma das tribos negras do continente (não consegui identificar qual); o Capitão Oceania, que era do Hawai (o Hawai é da Oceania ou da América?) e o Capitão Antartica, que era um pinguim.
Pedaço da página final da aventura e as incríveis fotos então inéditas dos outros Capitães pelo mundo
.
A capa e a página com as versões mundiais do Capitão estão publicadas nesta página. Uma raridade!
E houve também outras revistas posteriores que publicaram histórias do Homem de Lata, do Arqueiro Roxo, do Hurko e do Nomar, o Principe Submarino (ilustre personagem da Marvel que já desapareceu, mas, na versão deles, era Namor e não Nomar. Achei Nomar mais apropriado para o herói).
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terça-feira, 14 de outubro de 2014
sábado, 9 de julho de 2011
A TURMA DO BUND´S
Quem não me conhece pode ficar surpreso pelo fato de eu ler revistas em quadrinhos até hoje. Afinal, escrevi três livros e ainda tenho sites na Internet. Tenho, no entanto, meu lado infantil. Aliás, não somente leio, como também cheguei a desenhar histórias em quadrinhos, dos meus 6 até meus 18 anos. Era péssimo desenhista, mas eu me divertia.
O mais curioso eram os nomes que dei para os personagens que criei. Esses nomes foram dados quase todos quando eu iniciei meus desenhos, com 6 anos em 1958. O primeiro que desenhei eu não criei: copiei da televisão. Foi o Pica-pau. E aí tive de arranjar uns amigos para ele. E arrumei um, que me inspirei no Hortelino Trocaletra (alguém lembra dele?), o sujeito que tinha uma espingarda e queria impedir que o Pernalonga comesse suas cenouras.
Então, com meu desenho ruinzinho, copiei a cara dele, mantendo-o careca, mas sem desenhar as orelhas (dava muito trabalho) e o chapéu (idem). E dei um nome para ele: Bund´s. Sim, esse nome mesmo, com o apóstrofo. Por que, não sei. Minha mãe ficou horrorizada, mas o nome se manteve.
Aos poucos, criei uma família para ele. Ele era casado com a Bunda. Sim, se ele era Bund´s, sua esposa tinha de se chamar aquilo mesmo. Era a minha lógica. Mas como mamãe ficou mais horrorizada ainda, então eu a afastei das histórias. Porém, ele tinha dois filhos: o Sit´s e a Sita. Esses apóstrofos não tinham razão de ser, mas eu os achava interessantes. O curioso era que o menino era careca também. Não me perguntem se ele raspava os cabelos com máquina zero ou se era defeito de nascença, eu não tenho esses detalhes. Já a Sita era a cara do pai e do irmão, mas usava um rabinho de cavalo - obviamente, ela tinha cabelos.
O Bund´s tinha seis irmãos, todos homens. Eram o Bond´s, o Tion´s, o Horsírio, o Maluco, o Sapelo e o Mole. Por que esses nomes? Não sei. Eu os inventei. Não queriam dizer absolutamente nada. Bem mais tarde, eu descobri que em Mato Grosso houve recentemente um governador com o nome Orsírio. Sem o h. Acho que o pai dele leu alguma revista minha (se bem que a tiragem era sempre uma só por edição).
Há uns 20 anos descobri também que existe uma ilha no litoral da Carolina do Sul, EUA, que se chama Sapelo. Também acho que copiaram de mim sem pagar direitos autorais. Não é possível que duas mentes que jamais se conheceram possam ter pensado em um mesmo nome tão idiota. Já o Mole tinha esse nome porque era o goleiro de um time muito ruim, cujo nome era Pamão. Os outros integrantes do time de futebol também tinham nomes de gente que era ruim de bola, como Perneta, Perna-de-pau etc. Eles sempre perdiam de goleada para um outro time chamado Super. Só não sei se o pai do Mole sabia que ele ia ser ruim de bola para pôr um nome como esse ou se foi coincidência mesmo.
Finalmente, havia a turma do mal, com dois bandidos. Um era o Assassino. Ele usava máscara e chapéu e também era careca. Não matava ninguém, apesar do nome. Aliás, era a cara do Bund´s e dos seus 6 irmãos. Não sei se era bastardo. E tinha também o Bandido da Praia, que tinha esse nome porque somente praticava crimes em locais com areia. Se não havia areia, ele não era criminoso.
As revistas foram esquecidas num canto em casa e assim estão até hoje. Tiveram pelo menos um admirador, que foi meu filho Alexandre.
O mais curioso eram os nomes que dei para os personagens que criei. Esses nomes foram dados quase todos quando eu iniciei meus desenhos, com 6 anos em 1958. O primeiro que desenhei eu não criei: copiei da televisão. Foi o Pica-pau. E aí tive de arranjar uns amigos para ele. E arrumei um, que me inspirei no Hortelino Trocaletra (alguém lembra dele?), o sujeito que tinha uma espingarda e queria impedir que o Pernalonga comesse suas cenouras.
Então, com meu desenho ruinzinho, copiei a cara dele, mantendo-o careca, mas sem desenhar as orelhas (dava muito trabalho) e o chapéu (idem). E dei um nome para ele: Bund´s. Sim, esse nome mesmo, com o apóstrofo. Por que, não sei. Minha mãe ficou horrorizada, mas o nome se manteve.
Aos poucos, criei uma família para ele. Ele era casado com a Bunda. Sim, se ele era Bund´s, sua esposa tinha de se chamar aquilo mesmo. Era a minha lógica. Mas como mamãe ficou mais horrorizada ainda, então eu a afastei das histórias. Porém, ele tinha dois filhos: o Sit´s e a Sita. Esses apóstrofos não tinham razão de ser, mas eu os achava interessantes. O curioso era que o menino era careca também. Não me perguntem se ele raspava os cabelos com máquina zero ou se era defeito de nascença, eu não tenho esses detalhes. Já a Sita era a cara do pai e do irmão, mas usava um rabinho de cavalo - obviamente, ela tinha cabelos.
O Bund´s tinha seis irmãos, todos homens. Eram o Bond´s, o Tion´s, o Horsírio, o Maluco, o Sapelo e o Mole. Por que esses nomes? Não sei. Eu os inventei. Não queriam dizer absolutamente nada. Bem mais tarde, eu descobri que em Mato Grosso houve recentemente um governador com o nome Orsírio. Sem o h. Acho que o pai dele leu alguma revista minha (se bem que a tiragem era sempre uma só por edição).
Há uns 20 anos descobri também que existe uma ilha no litoral da Carolina do Sul, EUA, que se chama Sapelo. Também acho que copiaram de mim sem pagar direitos autorais. Não é possível que duas mentes que jamais se conheceram possam ter pensado em um mesmo nome tão idiota. Já o Mole tinha esse nome porque era o goleiro de um time muito ruim, cujo nome era Pamão. Os outros integrantes do time de futebol também tinham nomes de gente que era ruim de bola, como Perneta, Perna-de-pau etc. Eles sempre perdiam de goleada para um outro time chamado Super. Só não sei se o pai do Mole sabia que ele ia ser ruim de bola para pôr um nome como esse ou se foi coincidência mesmo.
Finalmente, havia a turma do mal, com dois bandidos. Um era o Assassino. Ele usava máscara e chapéu e também era careca. Não matava ninguém, apesar do nome. Aliás, era a cara do Bund´s e dos seus 6 irmãos. Não sei se era bastardo. E tinha também o Bandido da Praia, que tinha esse nome porque somente praticava crimes em locais com areia. Se não havia areia, ele não era criminoso.
As revistas foram esquecidas num canto em casa e assim estão até hoje. Tiveram pelo menos um admirador, que foi meu filho Alexandre.
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