sábado, 23 de fevereiro de 2013

A GRANDE SÃO PAULO DE 1953


Pois é, em 1953, este mapa foi publicado na Folha da Manhã, no dia 1o de novembro. Mostra o que era a Grande São Paulo - em boa parte, não toda -, termo que ainda não existia, bem como área metropolitana, naquela época.

Há alguns pontos a ressaltar. O que podemos notar nesse mapa?

Primeiro, o número de municípios existentes. Considerando que hoje são quarenta, eram então bem menos. Alguns, já existentes, não aparecem, estando fora do limite do mapa: Santa Izabel, Mogi das Cruzes... salvo engano, os outros hoje existentes e que não aparecem não eram ainda municípios. No mapa, eles são os que são assinalados, além da Capital, claro, com "bolinhas maiores". Com "bolinhas menores", alguns dos que foram emancipados mais tarde: Diadema, Embu, Carapicuíba, Arujá. Aparece Cubatão, que não foi integrada à área metropolitana de São Paulo. Parelheiros, por sua vez, é bairro paulistano até hoje.

Segundo: não aparece nenhuma das ferrovias, que ainda desempenhavam papel importante naquela época, pois existiam os trens de passageiros. Mostra que já se começava a dar muito mais importância ao transporte rodoviário do que ao ferroviário.

Terceiro: vemos já as estradas existentes na época:

Para o norte, a ligação até Mairiporã era a hoje avenida Santa Inês. A Fernão Dias estava em construção. Para Caieiras e Franco da Rocha, era a Estrada Velha de Campinas, a atual avenida Raimundo Pereira de Magalhães. Chamar hoje isso de estrada pelo menos no trecho até Caieiras, é meio estranho. À esquerda dela, a via Anhanguera.

Para o oeste, passando por Barueri e Santana de Parnaíba, o que na época era a Estrada de Rodagem São Paulo-Mato Grosso e antes era a Estrada de Itu, hoje é a avenida Corifeu de Azevedo Marques/Autonomistas e em sua continuação nesse mapa, a Estrada dos Romeiros. A estrada de Cotia era o que hoje é mais ou menos a Raposo Tavares, que, para ser construída pouco depois, foi uma retificação de ruas já existentes na época (a Estrada de Cotia era, no seu princípio, a atual avenida Heitor Eiras Garcia). Para o Embu, as atuais Francisco Morato e depois Regis Bitencourt, e para Itapecerica, a hoje avenida João Dias/Estrada de Itapecerica. Para Embu-Guaçu, a estrada que aparece é a hoje congestionadíssima Estrada do M´Boi Mirim.

Para o sul: para ir a Parelheiros, as atuais avenidas Interlagos e Teotonio Vilela. A via Anchieta, já duplicada então até o alto da serra e ainda pista simples até o litoral; do Caminho do Mar, apenas está mostrado o trecho entre o Riacho Grande e Cubatão.

Para o leste: a estrada mostrada que passa por Sapopemba e chega até o Ouro Fino é a antiga estrada de Sapopemba e que hoje tem o nome de avenida Sapopemba. No mapa, a continuação de Ouro Fino a Suzano é hoje parte da rodovia Indio Tibiriçá. Para Suzano e Mogi das Cruzes, vemos a Estrada Velha Rio-São Paulo (atual SP-66), hoje, no seu trecho paulistano, chamada de Marechal Tito. Finalmente, a Rodovia Presidente Dutra, então já pronta desde 1952.

E finalmente... a área escura central era a zona urbana de então. Hoje, essa mancha é muitíssimo maior, juntando-se com as áreas urbanas de municípios vizinhos e tornando nossa vida um inferno.

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