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terça-feira, 1 de março de 2011

KASSAB: GOVERNE, PÔ!!!

Chove copiosamente na Praça do Patriarca às 11 e meia da manhã de segunda-feira, 28 de fevereiro. O que parece neblina na foto é um chuvão.
O prefeito Gilberto Kassab está muito preocupado em fazer política, decidir se sai do DEM, se monta um novo partido, se fica no DEM, se vai para algum partido que já existe e outras decisões que somente interessam a ele. Enquanto isso, a cidade de São Paulo fica à deriva.

O lixo nas ruas e córregos existe hoje numa quantidade que nunca existiu no passado recente. As inundações são frequentes. É certo que ele não é o único responsável por elas. Todo esse problema já vem de um passado distante. Mas é certo também que ele não faz nem o mínimo do que podia fazer. O que, afinal, ele pode fazer? Por exemplo, dar manutenção às bombas nos túneis do Anhangabaú, que sempre inunda com qualquer chuva. Dar manutenção nos piscinões, que, sim, são insuficientes, mas que precisam de manutenção constante.

Precisa limpar ruas e limpar bueiros. Que diabo, faça as empresas de limpeza contratadas trabalharem direito! Dar vassouras para garis que limpam as ruas não adianta: a quantidade deles e o tempo que se dedica a esta limpeza é claramente insuficiente. Hoje eles limpam, amanhã está sujo e assim fica até eles voltarem. A única solução é obrigar os proprietários de terrenos, casas e edifícios a se responsabilizar pela limpeza de suas próprias calçadas e bocas de lobo sob pena de pesadas multas se tal não for feito. Mas o Sr. Kassab está preocupado com outras coisas hoje.

É realmente uma piada ler o que o jornal O Estado de S. Paulo escreve hoje como manchete na primeira página do caderno Metrópole: algo como (não estou com o jornal aqui no momento): "O problema das enchentes somente será resolvida daqui a 40 anos em São Paulo". Na verdade, o jornal apenas reproduz o que alguém do governo lhe falou.

Ora: já vimos essa notíci no passado. Muda a quantidade de anos, apenas. Não é difícil que, trinta anos atrás, algum prefeito ou secretário tenha dito a mesma coisa, falando que somente em 2010 o problema estaria resolvido. Assim como Maluf disse que os piscinões resolveriam o problema. Claro - desde que fossem construídos em tamanho suficiente e a eles fosse dada manutenção contínua.

E enquanto isso, continua a construção indiscriminada de prédios altíssimos, concretagem de terrenos acima do esperado, falta de infraestrutura, e por aí vai. Não temos prefeito. Temos penas um sujeito no cargo que fica olhando e contornando os problemas, dando entrevistas e falando nada que seja aproveitável. Uma pena. E não, não espere o problema das enchentes resolvido daqui a 40 anos. Aliás, quem de nós pode imaginar o que será esta cidade daqui a 40 anos? Alguém arrisca um palpite?

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A ELETROPAULO É UM LIXO (2)

O funcionário da Eletropaulo dormindo com o pé na janela do carro da empresa...
Já postei diversos textos aqui reclamando dos serviços da Eletropaulo. Como não sou a Xuxa nem o Paulo Coelho, pouca gente lê. Nem a Eletropaulo deve ler. Se lê, dá risada.

Hoje às oito da manhã, novo corte de luz. Afinal, para que precisamos de eletricidade durante o dia, não é mesmo? Eletricidade só serve mesmo para acender lâmpadas à noite, não é verdade? Mesmo assim, eu preferia a velha Light de Alexandre Mackenzie e sucessores. Depois, foi vendida para a União (mesmo sem precisar, pois a concessão se esgotava logo depois), a União vendeu para o Estado de São Paulo a parte paulista e o Maluf, então governador, colocou o nome dele na empresa: Paulo. Ah, é verdade, Paulo vem de São Paulo. Mas que coincidência, não?

Privatizada nos anos 1990, manteve o nome. Os serviços, que todos os usuários esperavam que melhorassem, não só não melhoraram como, ainda por cima, pioraram.
...enquanto os fios estão desconectados no poste...
Hoje, com o enésimo corte de luz somente neste ano, saí a pé, às 10 horas. Cinco minutos depois, encontro na avenida, aqui no Alphaville, um caminhão da Eletroluf, desculpe, Eletropaulo, parado na avenida debaixo de um poste. Havia três fios desligados (veja foto) e um funcionário dentro do caminhão dormindo com a perna apoiada na janela da direita.

Eu sem luz. Parafraseando os tempos do Império Romano, onde "à mulher de César não bastava ser honesta, precisava parecer honesta", a Eletropaulo definitivamente segue o lema: "A Eletropaulo não basta ser ruim, tem de parecer ruim".
...sobre o caminhão na avenida Yojiro Takaoka, no Alphaville/Santana de Parnaíba
A eletricidade voltou vinte e cinco minutos depois das três fotografias mostradas nesta postagem, tiradas por mim às 10:05 da manhã deste sábado.