terça-feira, 23 de julho de 2013

A MORTE DE SUD MENNUCCI (1948-2013)


O túmulo de Sud Mennucci
Completaram-se ontem sessenta e cinco anos da morte de meu avô Sud Mennucci, aquele que faleceu antes de eu nasce. Apesar disso, sou eu seu biógrafo, tendo escrito o livro de sua vida em 1997, há dezesseis anos atrás.

Ele morreu na noite do dia 22 de julho de 1948, depois de longo sofrimento. Um morte triste e esperada.
O medalhão com o rosto de Sud. Ao lado esquerdo, parte da frase.
No dia seguinte, uma quantidade enorme de pessoas apareceu em sua casa para prestar condolências. Muitas delas realmente agradecidas a ele, que ajudava a todos que podia ajudar, especialmente na família de sua esposa - minha avó Maria - e muitas outras da tradicional horda de puxa-sacos, gente que, como sempre e por definição, jamais apareceu novamente pelas bandas da rua Capitão Cavalcanti, 116, na Vila Mariana.

Um séquito de automóveis acompanhou seu corpo desde a Vila Mariana até o Cemitério São Paulo, em Pinheiros, bairro, na época, chamado de Cerqueira César. Diz a lenda que seu túmulo foi financiado pelos seus amigos do CPP - Centro do Professorado Paulista, por ele fundado, juntamente com vários outros professores da época, em 1930. Aliás, ele não foi exatamente um dos fundadores, mas sim a pessoa que, depois da decisão de se montar a agremiação, foi chamada para dar seu apoio à causa, pois tinha o carisma de que se precisava para que um empreendimento desse tamanho desse realmente certo. Acertaram na mosca.

Com breves interrupções, Sud foi presidente do Centro de 1931 a 1948, até o dia de sua morte.

O túmulo, o qual pouco visito, está bem tratado. Lá estão tanto diversos outros membros de nossa família. Quem cuida do túmulo? Realmente, somente posso acreditar que ainda seja o fiel CPP a fazê-lo. O túmulo fica junto à rua de trás do cemitério, a rua Luiz Murat, muito próximo e pouco acima do prédio do velório.
"Para alumiar, eu me consumo".

Também dizem que a frase - "para alumiar, eu me consumo"-, hoje quase imperceptível, lá escrita na lápide, foi dada por alguém da entidade, bem como a escultura metálica de seu rosto parece ter sido de autoria de seu grande amigo Moacir Campos. Realmente, sei pouco dessa parte além-morte de meu avô: preciso até ir atrás disso.

Vovô morreu no dia do aniversário de vinte e cinco anos de sua filha Astrea, a segunda filha, mas na prática a primogênita, depois da trágica morte de sua irmãzinha mais velha, Astarté, em 1924, com seis anos, enterrada em Porto Ferreira menos de um ano depois do nascimento de minha mãe. Além desta, apenas sua irmã mais nova, Mévia, está ainda viva hoje.
Otúmulo de Sud visto de frente
Saudades de quem jamais conheci pessoalmente: meu avô Sud.

Um comentário:

  1. Infelizmente você vai ter que atualizar esse tópico porque a Mévia também já se foi.

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