quarta-feira, 30 de agosto de 2017

BRASIL DESGOVERNADO


Enquanto eu venho escrevendo este blog já há mais de oito anos (é verdade que, nos últimos dois anos, a frequência diária desta publicação tenha diminuído bastante) e, na maioria das postagens, falando sobre os descalabros, abandono e história das ferrovias brasileiras, o Brasil produz diariamente uma quantidade de problemas de toda sorte de tamanho, deixando o problema ferroviário no chinelo.

Num artigo publicado pelo Sr. Fernando Castilho em 29 de agosto último, é possível ver a quantidade de absurdos e de abusos praticados por diversas Câmaras Municipais de nosso país. Nota: existem mais de 5.569 municípios no Brasil.

Recomendo a leitura do artigo inteiro pelo link: http://jc.ne10.uol.com.br/blogs/jcnegocios/2017/08/29/estudo-mostras-situacao-de-descontrole-de-gastros-das-camaras-municipais-em-todo-o-brasil/ onde o escritor coloca outros problemas causados pelas Câmaras.

Nele, chamou-me a atenção um dos parágrafos, o qual reproduzo abaixo.

"Exatos 707 municípios (19% daquele que apresentaram as contas anuais) gastam mais a título de despesas legislativas do que conseguem gerar a título de receitas próprias (receitas geradas pelo próprio município, incluindo IPTU, IBTI, ISS, taxas, Contribuições de Melhoria, Contribuição para custeio do serviço de iluminação pública)." 

E, então, eu pergunto: se municípios não conseguem pagar os salários e despesas de vereadores com o que eles próprios geram de receitas, qual o motivo de continuarem existindo? (Lembrar que o deficit é pago pelo Governo Federal.) Uma das soluções para não extinguir o município seria, claro, acabar com salários de vereadores. Pelo menos os desses municípios e de outros mais, que, embora consigam cobrir as despesas da Câmara, estas continuam a consumir um valor percentual bastante grande da renda gerada pelo município. Enfim: que vá ser vereador quem quer de fato contribuir para a cidade, não para quem quer ter um emprego para se sustentar.

A situação econômica do país é péssima, há uma enorme quantidade de desempregados e os políticos municipais, estaduais e federais não percebem isto. Ou, se percebem, fingem que não.

Se não formos nós a denunciar os absurdos - que nem sempre é roubalheira, mas também descontrole nos gastos públicos

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